| Sindarin |
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| Escrito por Gabriel Oliva Brum | |
| 11-Mar-2006 | |
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Também chamado: élfico-cinzento, a língua de Beleriand, a língua nobre; no SdA freqüentemente mencionada simplesmente como "a língua élfica". Chamado "noldorin" nos papéis pré-SdA de Tolkien, mas isto está errado de acordo com sua visão "clássica" ou madura da história deste idioma (o cenário apresentado no Apêndices do SdA e em fontes posteriores)
HISTÓRIA INTERNAO sindarin era a principal língua Eldarin na Terra-média, o vernáculo vivo dos elfos-cinzentos ou sindar. Ele era o descendente mais importante do telerin comum, o próprio telerin comum ramificando-se a partir do Eldarin comum, o ancestral do quenya, telerin, sindarin e nandorin. "O élfico-cinzento era na sua origem aparentado com o quenya", Tolkien explica, "pois era a língua dos Eldar que, chegando às margens da Terra-média, não haviam atravessado o Mar, detendo-se nas costas do país de Beleriand. Lá, Thingol Manto-Cinzento era seu rei, e, no longo crepúsculo, sua língua... se alheara muito da fala dos Eldar de além do Mar" (SdA Apêndice F). Embora seja dito que o sindarin é, das línguas Eldarin da Terra-média, a melhor preservada (PM: 305), ele é sem dúvida o idioma élfico mais radicalmente modificado de que temos conhecimento: "o idioma dos sindar havia mudado muito, mesmo um crescimento sem muita atenção, do mesmo modo como uma árvore poder mudar sua forma imperceptivelmente: talvez tanto quanto uma língua mortal oral pode mudar em quinhentos anos ou mais. Ele já era, antes do Surgimento do Sol, um idioma muito diferente ao ouvido do [quenya], e após este Surgimento, toda mudança foi rápida, realmente muito rápida durante algum tempo na segunda Primavera de Arda" (WJ: 20). O desenvolvimento do Eldarin comum para o sindarin envolve mudanças muito mais radicais do que o desenvolvimento do Eldarin comum para o quenya, ou para o telerin de Aman. Tolkien sugeriu que o sindarin "mudara com a mutabilidade das terras mortais" (SdA Apêndice F). Isto não quer dizer que as mudanças foram caóticas e não sistemáticas; elas definitivamente forma regulares - mas elas mudaram dramaticamente o som geral e a "música" do idioma. Algumas mudanças importantes incluem a retirada das vogais finais, as oclusivas mudas p, t, k se tornando b, d, g sonoras sucedendo uma vogal, as oclusivas sonoras se tornando fricativas na mesma posição (exceto g, que desapareceu no geral) e muitas vogais sendo alteradas, freqüentemente pela assimilação de outras vogais. De acordo com PM: 401, "o desenvolvimento do sindarin havia se tornado, muito antes da chegada dos exilados ñoldorin, principalmente o produto de mudança imperceptível como as línguas dos homens". Comentando sobre as grandes mudanças, PM: 78 observa "ainda era uma língua bela, bem adequada às florestas, colinas e às costas onde ela tomou forma". À época em que os noldor retornaram para a Terra-média, aproximadamente três milênios e meio após sua separação dos sindar, o idioma clássico sindarin estava completamente desenvolvido. (De fato ele parece ter entrado em uma fase mais estável, apesar da afirmação de Tolkien de que a mudança foi rápida após o surgimento do Sol: as mudanças que ocorreram durante os sete mil anos seguintes, até os dias de Frodo, foram pequenas comparadas ao rápido desenvolvimento nos três mil anos anteriores.) Na Primeira Era, havia vários dialetos de sindarin - o idioma arcaico de Doriath, o dialeto ocidental dos falathrim ou "povo da costa" e o dialeto setentrional de Mithrim. Qual destes foi a base do sindarin falado em eras posterio- res não é sabido com certeza, mas a língua dos falathrim parece a melhor candidata, uma vez que Doriath foi destruído e o pouco que é conhecido sobre o sindarin setentrional sugere que ele se diferenciava do sindarin dos dias de Frodo. (O nome Hithlum é do sindarin setentrional; ver WJ: 400.) Os noldor e os sindar de início não eram capazes de se compreenderem mutuamente, com seus idiomas tendo se distanciado tanto durante a longa separação. Os noldor aprenderam sindarin rapidamente e começaram inclusive a traduzir seus nomes em quenya para élfico-cinzento, pois "achavam absurdo e desagradável chamar pessoas vivas que falavam sindarin diariamente por nomes de um modo lingüístico muito diferente" (PM: 341). Algumas vezes os nomes eram adaptados com muito cuidado, como quando Altariel deve ter sido levada até sua forma (hipotética) em Eldarin comum, *Ñalatârigellê; começando com esta "reconstrução", os noldor então produziram a forma sindarin que teria aparecido em sindarin se realmente houvesse um nome antigo *Ñalatârigellê: Galadriel. Os nomes não eram sempre convertidos com tanto cuidado. O famoso Fëanor é de fato um meio termo entre o FëanároFaenor ("correta" no sentido de que isto é o que o primitivo *Phayanâro teria se tornado em sindarin, se este nome tivesse realmente ocorrido no Eldarin comum em tempos antigos). Alguns nomes, como Turukáno ou Aikanáro, foram simplesmente sindarizados em som, embora as formas resultantes Turgon e Aegnor Mas os noldor, sempre lingüistas ágeis, logo alcançaram total maestria no idioma sindarin e classificaram sua precisa relação com o quenya. Vinte anos após a chegada dos noldor na Terra-média, durante a Mereth Aderthad ou Festa da Reunião, "a língua dos elfos-cinzentos foi a mais falada, mesmo pelos noldor, pois eles aprenderam rapidamente o idioma de Beleriand, ao passo que os sindar eram lentos para dominar a língua de Valinor" (Silmarillion cap. 13). O quenya como uma língua falada foi finalmente abolida por Thingol quando este soube que os noldor haviam assassinado muitos teleri e roubado seus navios para voltar à Terra-média: "nunca mais chegará aos meus ouvidos a língua dos que assassinaram meus parentes em Alqualondë! Nem em todo o meu reino ela poderá ser falada abertamente". Consequentemente "os Exilados adotaram o idioma sindarin em todos os seus usos correntes" (Silm. cap. 15). Parece que o édito de Thingol meramente acelerou o processo; como visto, muitos dos noldor já falavam sindarin. Posteriormente, os homens mortais apareceram em Beleriand. O Apêndice F do SdA (e CI: 472) nos informa que "somente os Dúnedain, dentre todas as raças dos homens, conheciam e falavam uma língua élfica, pois seus ancestrais haviam aprendido a língua sindarin e a passaram a seus filhos como um tema da tradição, quase imutável com o passar dos anos". Talvez tenham sido os Dúnedain a estabilizar o idioma sindarin, como menos como usado entre eles próprios (CI: 471 afirma que o sindarin falado pelos homens mortais "tendia a tornar-se divergente e dialetal"). Qualquer que tenha sido o padrão do sindarin usado pelos homens usado em eras posteriores, na Primeira Era "a maior parte deles [dos Edain] logo aprendeu o idioma dos elfos-cinzentos, tanto como língua comum quanto porque muitos desejavam conhecer as tradições dos elfos" (Silmarillion cap. 17). No final das contas, alguns homens conheciam e falavam sindarin tão bem quanto os elfos. A famosa balada Narn i Chîn Húrin (como ela corretamente escrita) foi feita por um poeta humano chamado Dírhavel, "mas era apreciada pelos Eldar, pois Dírhavel usou a língua dos elfos-cinzentos, em que possuía grande habilidade" (CI: 462. Por outro lado, o povo de Haleth não aprendeu bem ou com entusiasmo o sindarin; ver CI: 415). Túrin aprendeu sindarin em Doriath; uma jovem chamada Nellas "o ensinou a falar o idioma sindarin à maneira do reino de outrora, mais antigo, mais cortês e mais rico em belas palavras". (CI: 74). Os elfos continuaram a usar o sindarin entre si no decorrer da Primeira Era. Em uma colônia noldo como Gondolin, pode-se pensar que os noldor teriam revivido o quenya como idioma falado, mas parece não ter sido isto este caso, exceto na casa real: "para a maioria do povo de Gondolin [o quenya] se tornara uma linguagem dos livros; e eles, como os demais noldor, usavam o sindarin nas conversas diárias" (CI: 460). Tuor ouviu o guarda de Gondolin falar primeiro em quenya e então "na língua de Beleriand [sindarin], porém de uma maneira um tanto estranha a seus ouvidos, como de um povo há muito separado dos seus parentes" (CI: 39). Mesmo o nome em quenya da cidade, Ondolindë, sempre apareceu em sua forma sindarizada Gondolin (embora esta seja apenas uma mera adaptação e não sindarin "real"; o primitivo *Gondolindê deveria ter produzido **Gonglin, se a palavra fosse herdada). Muitos falantes de sindarin pereceram na guerras de Beleriand, mas pela intervenção dos Valar, Morgoth foi finalmente subjugado na Guerra da Ira. Muitos elfos partiram para Eressëa quando a Primeira Era terminou, e daí em diante o sindarin evidentemente se tornou uma língua falada no Reino Abençoado assim como na Terra-média (uma passagem no Akallabêth, citada acima, indica que os númenoreanos conversavam com os eressëanos em sindarin). Os Valar queriam recompensar os Edain por seus sofrimentos na guerra contra Morgoth e ergueram uma ilha no mar, e os homens, seguindo a estrela de Eärendil até seu novo lar, fundaram o reino de Númenor. O sindarin era amplamente usado em Númenor: "embora esse povo ainda usasse seu próprio idioma, seus reis e senhores conheciam e também falavam a língua élfica, que haviam aprendido nos tempos de sua aliança; e assim mantinham conversas com os Eldar, tanto de Eressëa quanto das regiões ocidentais da Terra-média" (Akallabêth). Os descendentes do povo de Bëor também usavam o sindarin como sua fala diária (CI: 471). Embora o adûnaico fosse o vernáculo para a maioria da população númenoreana, o sindarin era "conhecido até certo grau por quase todos" (CI: 471). Mas posteriormente os tempos mudaram. Os númenoreanos começaram a invejar a imortalidade dos elfos, e eventualmente eles abandonaram a antiga amizade com Aman e os Valar. Quando Ar-Gimilzôr "proibiu totalmente o uso das línguas Eldarin" por volta de 3100 da Segunda Era, devemos supor que mesmo os bëorianos abandonaram o sindarin e adotaram o adûnaico (CI: 253). A história da tolice de Ar- Pharazôn, a astuta "rendição" de Sauron, a corrupção total dos númenoreanos e a Queda de Númenor são bem conhecidas do Akallabêth. Após a Queda, os amigos-dos-elfos estabeleceram reinos no Exílio, Arnor e Gondor, na Terra-média. PM: 315 afirma: "os Fiéis [após a Queda]...usavam o sindarin, e nesta língua eles novamente criaram todos os nomes de lugares na Ter- ra-média. O adûnaico foi abandonado como o idioma cotidiano à mudanças sutis e corrupções, e como língua única dos iletrados. Todos os homens de alta linhagem e todos aqueles que foram ensinados a ler e escrever usavam o sindarin, mesmo como uma língua cotidiana entre si. Em algumas famílias, diz-se, o sindarin se tornou a língua materna, e a língua vulgar adûnaica era aprendida apenas casualmente, conforme se precisasse dela. O sindarin, porém, não era ensinado à estranhos, tanto por ser uma característica de origem númenoreana quanto por ser difícil de se adquirir - muito mais do que a 'língua vulgar'." De acordo com isto, é afirmado que o sindarin fora "a língua falada normal do povo de Elendil" (CI: 486). Entre os próprios elfos, o sindarin se arrastou para o leste na Segunda e na Terceira Era, e eventualmente deslocaram as línguas silvestres (nandorin). "No fim da Terceira Era, os idiomas silvestres provavelmente já não eram mais falados nas duas regiões que tinham importância ao tempo da Guerra do Anel: Lórien e o reino de Thranduil na Floresta das Trevas setentrional" (CI: 289). Silvestre estava fora, o sindarin não. Certo, temos a impressão a partir de SdA1/II cap. 6 que o idioma usado em Lórien era alguma língua silvestre estranha, mas Frodo, o autor do Livro Vermelho, entendeu errado. Uma nota de rodapé no Apêndice F do SdA explica que, nos dias de Frodo, o sindarin de fato era falado em Lórien, "se bem que com 'sotaque', pois a maior parte de sua gente era de origem silvestre. Esse 'sotaque' e seu limitado conhecimento de sindarin induziram Frodo a erro (como é destacado em O Livro do Thain Mas no final da Terceira Era, os elfos estavam desaparecendo na Terra-média, independente do idioma que falavam. O domínio dos homens mortais, a segunda leva dos Filhos de Ilúvatar, estava para começar. Tolkien observa que, ao final da Terceira Era, havia mais homens que falavam sindarin ou conheciam quenya do que elfos (Letters: 425). Quando Frodo e Sam encontraram os homens de Faramir em Ithilien, eles os escutaram falando primeiro na língua comum (westron), mas depois eles mudaram para "outro idioma próprio. Para a sua surpresa, Frodo percebeu, conforme ouvia, que estavam falando a língua élfica, ou uma outra bastante semelhante, e olhou para eles admirado, pois soube então que deveriam ser Dúnedain do sul, homens da linhagem dos Senhores do Ponente" (SdA2/IV cap. 4). Em Gondor, "o sindarin era um idioma polido adquirido e usado por aqueles de ascendência n[úmenoreana] mais pura" (Letters: 425). O mestre de ervas tagarela das Casas de Cura se referiu ao sindarin como a "língua nobre" (SdA3/V cap. 8: "vossa senhoria solicitou a folha-do-rei, como os rústicos a cha- mam, ou athelas na língua nobre, ou ainda para aqueles que conhecem um pouco da língua de Valinor [= quenya]..."). Como o sindarin se comportou na Quarta Era nós nunca saberemos. Como o quenya, ele deve ter sido lembrado enquanto durou o reino de Gondor. em quenya puro e a forma sindarin "correta" fossem bastante sem sentido em élfico-cinzento (PM: 345). Muitas das traduções de nomes ocorreram muito cedo, antes que os noldor tivessem ordenado todas as sutilezas do sindarin - portanto os nomes resultantes "eram com freqüência imprecisos: isto é, eles nem sempre correspondiam precisamente em sentido; nem os elementos equiparados eram sempre as formas sindarin mais próximas dos elementos do quenya" (PM: 342). por um comentarista de Gondor)". CI: 288 acrescenta a isto: "em Lórien, onde grande parte do povo era de origem sindarin, ou noldor, sobreviventes de Eregion, o sindarin tornara-se a língua de todo o povo. Agora, naturalmente não se sabe de que maneira o sindarin deles diferia das formas de Beleriand - vide SdA1 II 6, onde Frodo relata que a fala do povo silvestre, que usavam entre si, era diferente da do oeste. É provável que diferisse em pouco mais do que hoje seria popularmente chamado 'sotaque': principalmente diferenças nos sons das vogais e na entonação, suficientes para induzir em erro alguém que, como Frodo, não estivesse bem familiarizado com o sindarin mais puro. É evidente que também podem ter existido alguns regionalismos e outras características que decorressem em última análise da influência da antiga língua silvestre". O sindarin padrão, sem "sotaque", era evidentemente falado em Valfenda e entre o povo de Círdan nos Portos. Designações do idioma"Sindarin" é o nome em quenya deste idioma, derivado de sindar *"cinzentos" = elfos-cinzentos; ele pode ser (e é) traduzido élfico-cinzento. Como o sindarin era chamado pelo seu próprio termo não é sabido com certeza. Diz-se dos elfos em Beleriand que "seu próprio idioma era o único que eles ouviram; e eles não precisavam de palavra para distinguí-lo" (WJ: 376). Os sindar provavelmente se referiam à sua língua simplesmente como edhellen, "élfico". Como observado acima, o mestre de ervas das Casas de Cura se referiu ao sindarin como a "nobre língua" (enquanto que "a língua mais nobre do mundo" permanece sendo o quenya, CI: 247). No decorrer do SdA, o termo geralmente empregado é simplesmente "a língua élfica", uma vez que o sindarin era o vernáculo vivo dos elfos. HISTÓRIA EXTERNAEm 1954, em Letters: 176, Tolkien observou que "o idioma vivo dos elfos ocidentais (sindarin ou élfico-cinzento) é o geralmente encontrado [no SdA], especialmente em nomes. Este é derivado de uma origem comum a ele e ao quenya, mas as mudanças foram propositadamente planejadas para lhe dar uma característica lingüística muito parecida (embora não idêntica) com o inglês-galês: porque acho esta característica, em alguns modos lingüísticos, muito atrativa; e porque ele parece se ajustar particularmente ao tipo de lendas e histórias 'celtas' contados por seus falantes". Posteriormente, ele achou que "este elemento no conto talvez tenha dado a mais leitores mais prazer do que qualquer outra coisa nele" (MC: 197). Um idioma de sonoridade galesa ou celta estava presente nos mitos de Tolkien desde o início. Este idioma era originalmente chamado gnômico ou i·lam na·ngoldathon, "a língua dos gnomos (noldor)". O dicionário gnômico original de Tolkien, datando de por volta de 1917, foi publicado no Parma Eldalamberon #11 e mostrou-se um documento muito abrangente, com milhares de palavras. Muitas palavras gnômicas também são encontradas nos apêndices do LT1 e do LT2. Parma também publicou uma gramática gnômica (nunca completada). Mas apesar de Tolkien ter trabalhado muito neste idioma, ele foi rejeitado de fato posteriormente. Em PM: 379, em um documento tardio, Tolkien se refere ao gnômico como "o idioma élfico que no final das contas de tornou aquele do tipo chamado sindarin" e observa que ele "estava em uma forma primitiva e desorganizada". Alguns dos conceitos centrais da gramática gnômica, em particular certas mutações de consoantes, foram posteriormente reciclados no sindarin. Alguns itens do vocabulário gnômico também sobreviveram no sindarin, imutáveis ou em formas reconhecíveis. Mesmo assim, o gnômico realmente era um idioma completamente diferente, apesar de possuir um estilo fonético um tanto parecido com o do sindarin (muitos ch's e th's, e a maioria das palavras terminando em uma consoante!) Uma característica importante do sindarin, a metafonia ou mutação de vogais, de acordo com o reportado, apareceu primeiro em gramáticas escritas por Tolkien nos anos vinte. Mas apenas nos anos trinta, com o Etimologias, um idioma realmente próximo ao sindarin do estilo do SdA surgiu nas notas de Tolkien. Este idioma foi, entretanto, chamado "noldorin", pois, como seu predecessor gnômico, ele foi concebido como o idioma não dos sindar, mas dos noldor - desenvolvido em Valinor. Neste estágio, o quenya era visto apenas como o idioma dos "lindar" (posteriormente: vanyar). Apenas mais tarde, quando os apêndices do SdA estavam sendo escritos, é que Tolkien abandonou esta idéia, e transformou o noldorin em sindarin. O quenya agora se tornara o idioma original tanto dos vanyar como dos noldor - os últimos simplesmente adotaram o sindarin quando chegaram na Terra-média. "Aconteceu que" o idioma de sonoridade celta dos mitos de Tolkien não era, afinal, sua própria língua (apesar de que, nos anais da Terra-média, eles vieram a ser os usuários mais proeminentes dele). Ele não se originou no Reino Abençoado de Valinor, mas era uma língua nativa da Terra-média. Na concepção anterior, os elfos nativos de Beleriand falavam um idioma chamado ilkorin, que o sindarin, com efeito, substituiu quando Tolkien fez esta revisão (Edward Kloczko argumentou que alguns elementos do ilkorin foram mantidos como um dialeto setentrional do sindarin; seu artigo está anexado ao meu próprio tratado sobre ilkorin). A decisão de Tolkien de revisar fundamentalmente a história do idioma de sonoridade celta foi provavelmente uma decisão feliz, fazendo o cenário lingüístico muito mais plausível: certamente seria difícil imaginar que os vanyar e os noldor pudessem ter desenvolvido dois idiomas obviamente tão diferentes com o quenya e o "noldorin" quando viveram lado a lado em Valinor. Transformar o "noldorin" em sindarin cuidou deste problema; agora os dois ramos de élfico poderiam se desenvolver por completo independentemente durante as longas eras nas quais seus falantes viveram em absoluta separação. O "noldorin" do Etimologias não é inteiramente idêntico ao sindarin como este aparece no SdA, uma vez que Tolkien nunca parou de refinar e alterar seus idiomas inventados. Mas muitas das diferenças que separam o "noldorin" do sindarin no estilo do SdA felizmente são regulares, com Tolkien ajustando algum detalhes da evolução do élfico primitivo. Portanto, a maioria do material "noldorin" pode ser facilmente atualizada para concordar com o cenários lingüístico do SdA. Algumas palavras devem ser sutilmente alteradas; por exemplo, o ditongo "noldorin" oe deveria ser ae em sindarin. Um exemplo envolve Belegoer como o nome do Grande Oceano (LR: 349, 352); esta forma Tolkien posteriormente mudou para Belegaer - e assim está no mapa do Silmarillion publicado. Outra mudança tem a ver com as consoantes lh- e rh-; onde eles ocorriam em "noldorin", muitos exemplos mostram que o sindarin deveria ter, ao invés disso, um l- e r- simples. Assim, podemos deduzir que uma palavra "noldorin" como rhoeg ("errado", LR: 383) deveria ser raeg em sindarin - apesar da última forma não ser atestada em nenhum lugar. Foi sugerido que o "noldorin" do Etimologias, com suas várias peculiaridades, pode ser igualado com o dialeto "um tanto estranho" que os noldor falavam em Gondolin (CI: 460). Desta maneira, poderíamos ter razão em chamá-lo de noldorin ao invés de sindarin. Contudo, também é possível que Tolkien tivesse considerado o "noldorin" completamente obsoleto pelo nível em que ele se diferenciava de sua visão tardia do sindarin. FONOLOGIA ELEMENTARA fonologia do sindarin é menos restritiva do que a do quenya. Muitas encontros consonantais são permitidos em todas as posições, enquanto que encontro iniciais e finais estão virtualmente ausentes em quenya. Os sons ch (do alemão ach-Laut, e NÃO "tsh" como na palavra inglesa church) e th, dh ("th" como em think e this, respectivamente) são freqüentes. Tolkien algumas vezes usou a letra especial eth (ð) para escrever dh, e ocasionalmente também vemos a letra thorn (þ) ao invés de th. Entretanto, aqui usaremos dígrafos, como no SdA. As oclusivas mudas p, t, c nunca ocorrem após uma vogal, mas são leniza- das (ver abaixo) para b, d, g. Note que, como em quenya, o c é sempre pronunciado kCeleborn = "Keleborn", e não "Seleborn"). No final de palavras, f é pronunciado v, como no inglês of. (Em escrita Tengwar, uma palavra como nef é na verdade escrita nev.) O r deve ser vibrante, como em espanhol, português, russo, etc. Os dígrafos rh e lh re- presentam r e lr + h ou l + h, como em Edhelharn - não surpreendente, nosso alfabeto não pode representar o sindarin adquadamente). (exemplo padrão: mudos (mas algumas vezes estas combinações podem realmente significar O sindarin possui seis vogais, a, e, i, o, u e y, a última corresponde ao ilindo. Vogais longas são indicadas com um acento (á, é etc.), mas no caso de monossílabos tônicos, as vogais tendem a se tornarem especialmente longas e são indicadas com um circunflexo: â, êy. Para evitar grafias feias como my^l ("gaivotas", WJ: 418), usamos aqui, ao invés disso, um acento agudo (as palavras relevantes que ocorrem neste artigo são býr, thýn, fýr, rýn, mrýg, mýl, 'lýg e hýn - em condições ideais, estas palavras devem ter um circunflexo). Isto não é muito crítico: na escrita Tengwar, nenhuma distinção é feita entre vogais longas e super- longas; o uso de circunflexos ao invés de acentos agudos em monossílabos é meramente uma complicação extra que Tolkien introduziu na sua ortografia romana do sindarin (evidentemente para deixar bem claro como as palavras devem ser pronunciadas). Os ditongos em sindarin incluem ai (como em caixa), ei, ui (como em cuidado) e au (como em saudade). No final de palavras, au é escrito aw. Existem também os ditongos ae e oe, sem equivalentes em português; Tolkien na verdade sugere substitui-los por ai e oi se você não se importa com tais detalhes (realmente, algumas vezes ele anglicizou MaedhrosAe e oe são simplesmente as vogais a e o pronunciadas como uma sílaba com a vogal e (como em sete), assim como ai e oi são a e o pronunciados com i. De modo um tanto confuso, nos escritos de Tolkien o dígrafo oe é também usado às vezes um o metafônico, aparentemente o mesmo som do alemão öö neste artigo, para evitar confusão). Ao final da Terceira Era, ö havia se fundido com e (é por isso que as Montanhas Cinzentas aparecem como Ered Mithrin e não Öröd Mithrin no mapa do SdA!), mas nós ainda temos que nos referir a este som ao tratar do sindarin arcaico. português como em etc. Infelizmente, em HTML não se pode colocar um circunflexo sobre a vogal como "Maidros", mas qualquer pessoa lendo este documento provavelmente se importa com os detalhes). (realmente preferimos a grafia O CORPUSAmostras importantes de sindarin no SdA incluem: Fora do SdA, a fonte mais importante - de fato, o texto em sindarin mais longo que temos, e o maior texto em prosa em qualquer língua élfica - é a Carta do Rei, uma parte do Epílogo do SdA, que Tolkien posteriormente abandonou. Ela foi finalmente publicada em SD: 128-9: Elessar Telcontar: Aragorn Arathornion Edhelharn, aran Gondor ar Hîr i Mbair Annui, anglennatha i Varanduiniant erin dolothen Ethuil, egor ben genediad Drannail erin Gwirith edwen. Ar e aníra ennas suilannad mhellyn în phain: edregol e aníra tírad i Cherdir Perhael (i sennui Panthael estathar aen) Condir i Drann, ar Meril bess dîn; ar Elanor, Meril, Glorfinniel, ar Eirien sellath dîn; arIorhael, Gelir, Cordof, ar Baravorn, ionnath dîn. A Pherhael ar am Meril suilad uin aran o Minas Tirith nelchaenen uin Echuir. (Os nomes Elessar Tel-contar estão em quenya; a tradução em sindarin de Elessar, Edhelharn [Pedra Élfica], ocorre no texto.) Esta tradução é dada em SD: 128: "Aragorn Passolargo, o Pedra Élfica [mas o texto élfico tem "Elessar Telcontar: Aragorn, filho de Arathorn, Pedra Élfica"], Rei de Gondor e Senhor das Terras Ocidentais, se aproximará da Ponte do Baranduin no oitavo dia da Primavera, ou, no Registro do Condado, o segundo dia de abril. E ele deseja saudar lá todos os seus amigos. Em especial ele deseja ver Mestre Samwise (que deve ser chamado Fullwise), Prefeito do Condado, e RosaElanor, Rosa, Cachinhos Dourados, e Margarida suas filhas; e Frodo, Merry, Pippin e Hamfast, seus filhos. A Samwise e Rosa a saudação do Rei de Minas Tirith, o trigésimo primeiro dia da Agitação [não está no texto élfico:], sendo o vigésimo terceiro de fevereiro no seu calendário". As palavra nos parênteses ("que deve ser...") são omitadas da tradução em SD: 128, mas cf. SD: 126. sua esposa; e Outras amostras de sindarin incluem: A ESTRUTURA DO SINDARINA característica mais distintiva do sindarin como um idioma provavelmente é a sua complexa fonologia, com o élfico-cinzento freqüentemente fazendo uso de aspectos fonológicos tais como metafonia e mutações ao invés de afixos para expressar várias idéias gramaticais. Teremos que tocar em tais assuntos com freqüência na nossa tentativa de analisar a estrutura do sindarin.1. OS ARTIGOSComo o quenya, o sindarin não possui artigo indefinido como "um(ns), uma(s)" em português; a ausência de um artigo definido indica que o substantivo é indefinido: Edhel = "elfo" ou "um elfo".O artigo definido, "o, a", é i no singular: aran "rei", i aran "o rei". Estes exemplos bem podem ser quenya. Em um texto não traduzido no The Lays of Beleriand pág. 354 encontramos a expressão ir Ithil. Se isto significa *"a lua", indicaria que o artigo assume a forma ir antes de uma palavra em i- (para evitar duas vogais idênticas em hiato). Diferente do quenya (e do inglês), o sindarin possui uma forma especial de plural do artigo, in. "Reis" é erain (formada a partir de aran por metafonia vocálica, ver abaixo); "os reis" é in erain. Tanto no singular como no plural, o artigo pode aparecer como um sufixon ou -in. Assim, a preposição na "para" se torna nan "ao, à". Ben "no" ou mais literalmente *"de acordo com o", uma palavra ocorrendo na Carta do Rei, parece ser uma preposição be "de acordo com" - não atestada por si mesma - com o sufixo -n para "o". (Este be seria o cognato sindarin do quenya venu (ou no) "sob, debaixo" se torna nuin "sob o, debaixo do" (como em Dagor-nuin-Giliath "Batalha sob as Estrelas", um nome ocorrendo no Silmarillion, capítulo 13). Quando o artigo ocorre na forma -in, ele pode desencadear mudanças fonológicas na palavra a qual ele está anexado. Or "sobre, em" se transforma em erin "sobre o, no", a vogal i modificando o para e (via ö; "sobre o" deve ter sido örin em um estágio primitivo). A preposição o "de, desde" aparece como uin quando o artigo é sufixado, uma vez que em sindarin o oi anterior se torna ui (cf. Uilos como o cognato da palavra em quenya Oiolossë). Pode-se pensar que a desinência -in adicionada a preposições corresponderia ao artigo independente in para o plural "os, as", de modo que palavras como erinuin seriam usadas em conjunto apenas com palavras no plural. Mas a Carta do Rei demonstra que este não é o caso; aqui encontramos estas palavras usadas juntamente com palavras no singular: erin dolothen Ethuiluin Echuir "da Agitação" (nome de mês). Presumidamente, -n e -in sufixados à preposições representam uma forma oblíqua do artigo que é usado tanto no singular como no plural. - Em alguns casos, o independente artigo normal é usado sucedendo uma preposição independente, assim como no português: cf. naur dan i ngaurhoth *"fogo contra a hoste de lobisomens" em uma das magias de fogo de Gandalf. Dan i "contra o" não é substituída por uma única palavra, isto é, alguma forma de dan "contra" com o artigo sufixado. Talvez algumas preposições apenas não possam receber um artigo sufixado, ou talvez isto seja opcional se deseja-se dizer nan ou na i(n) para "ao, à", erin ou or i(n) para "sobre o/no/em", uin ou o i(n) para "de/do/desde o". Não sabemos. anexado à preposições. Este sufixo possui a forma - "como".) A preposição ou "no oitavo [dia] da Primavera", O artigo genitivo: o sindarin freqüentemente expressa relações genitivas apenas pela ordem das palavras, como Ennyn Durin "Portas (de) Durin" e Aran Moria "Senhor (de) Moria" na inscrição do Portão de Moria. Contudo, se a segunda palavra da construção for um substantivo comum e não um nome como nestes exemplos, o artigo genitivo en "de, da, do" é usado se o substantivo é definido. Cf. nomes como Haudh-en-Elleth "Monte daSilmarillion cap. 21), Cabed-en-Aras "Salto do Cervo" (CI: 145), Methed-en-Glad "Fim da Floresta" (CI: 168) ou a expressão orthad en·Êl "Ascensão da Estrela" em MR: 373. Cf. também Frodo e Sam sendo chamados de Conin en Annûn "príncipes do oeste" no Campo de Cormallen. (Este artigo genitivo às vezes assume a forma curta e; cf. Narn e·Dinúviel "Conto do Rouxinol", MR: 373. Veja abaixo, na seção sobre mutações consonantais, a respeito das várias aparições deste artigo e dos ambientes nos quais elas ocorrem.) Apenas raramente o artigo singular normal i substitui e(n)- em expressões genitivas, mas na Carta do Rei temos Condir i Drann para "Prefeito do Condado". Mas no plural, o artigo plural normal in é geralmente usado mesmo em uma construção genitiva; cf. Annon-in-Gelydh "Portão (d)os Noldor" (CI: 5), Aerlinn in Edhil *"Hino (d)os Elfos" (RGEO: 70, em escrita Tengwar). Entretanto, existem exemplos do artigo explicitamente genitivo en sendo usado também no plural: Bar-en-Nibin--Noeg "Casa dos Anões-Pequenos" (CI: 105), Haudh-en-Ndengin "Colina do Morto", ou *"dos Mortos" (Silmarillion cap. 20). Porém, este parece ser menos comum. Donzela-elfo" ( Em muitos casos, os artigos induzem a consoante inicial da palavra subsequente a mudar. Estas complexidades fonológicas são descritas abaixo, na seção sobre mutações consonantais. O artigo i ocasiona a lenição ou mutação suave do substantivo subsequente; veja abaixo. O nin é freqüentemente engolido em uma processo chamado mutação nasal; o n desaparece e a consoante inicial do substantivo é mudada. Por outro lado, a nasal do sufixo -n ou -in, "o(s), a(s)" anexado à preposições, aparentemente persiste - embora isto pareça ocasionar o que temporariamente chamamos de mutação mista na palavra seguinte. final do artigo Os artigos também são usados como pronomes relativos; cf. Perhael (i sennui Panthael estathar aen) "Samwise (que deve ser chamado Panthael)" na Carta do Rei, ou o nome Dor Gyrth i chuinar "Terra dos Mortos que Vivem" (Letters: 417 - isto representa *Dor Gyrth in cuinar, um exemplo de mutação nasal. Dor Firn i Guinar no Silmarillion cap. 20 emprega o i no singular como um pronome relativo embora Firn seja plural; a leitura Dor Gyrth i chuinar de uma carta muito tardia (1972) é preferida). Irá se notar que Tolkien às vezes, mas não sempre, liga os artigos do sindarin à palavra seguinte por meio de um hífen ou um ponto. Isto aparentemente é opcional. Nesta obra, quando não citarmos as fontes diretamente, ligaremos o artigo genitivo e, en "de, do, da" à palavra seguinte por meio de um hífen (uma vez que, de outro modo, seria muito difícil diferenciar da preposição ed, e "fora de"), mas não hifenizamos os outros artigos. 2. O SUBSTANTIVONa linha do tempo fictícia, o substantivo do sindarin originalmente possuía três membros: singular, plural e dual. Contudo, nos é dito que a forma dual logo se tornou obsoleta, exceto em obras escritas (Letters: 427). Por outro lado, uma classe plural se desenvolveu, coexistindo com o plural "normal"; veja abaixo.Como na maioria dos idiomas, o singular é a forma básica, não declinada do substantivo. Tolkien observou que os plurais do sindarin "eram principalmente criados com mudanças de vogais" (RGEO: 74). Por exemplo, amon "colina" se torna emyn "colinas"; aran "rei" se torna erainman pl. men, woman pl. women (pronuncida "wimen"), goose pl. geese, mouse pl. mice etc. O inglês (assim como o português) também geralmente conta com a desinência de plural -s. Em sindarin, a situação é oposta: o truque de mudar as vogais é modo comum de se formar os plurais, e apenas algumas palavras apresentam algum tipo de desinência no plural. As regras para estas mudanças de vogais são as mesmas para substantivos e adjetivos (os últimos concordam em número), de forma que também citaremos adjetivos entre os exemplos conforme exploramos os padrões de plural do sindarin. No final das contas, as mudanças de vogais remetem ao fenômeno da metafonia. A metafonia (em origem um termo alemão significando literalmente algo como "som modificado") é uma característica importante da fonologia do sindarin; o termo sindarin para este fenômeno é prestanneth, significando distúrbio ou afeição. Isto tem a ver com uma vogal "afetar" outra vogal na mesma palavra, tornando-a mais parecida com ela mesma, em termos lingüísticos, assimilando-a. À metafonia relevante para a formação do plural, Tolkien se referiu como "afeição-i" (WJ: 376), uma vez que foi uma vogal i que originalmente ocasionou isto. Tolkien imaginou que o idioma élfico primitivo tinha uma desinência de plural *-î, ainda presente no quenya como -i (como em quendi, Atani, teleri etc). Esta desinência como talfang "barba" (como em Fangorn "Barbárvore") é feng, isto ocorre porque o a foi afetado pela antiga desinência de plural *-î, -i enquanto que a última ainda estava presente. Na forma mais primitiva de élfico, a palavra para "barba" aparecia como spangâ, plural spangâi; no estágio em que chamamos de sindarin antigo, ela havia se tornado sphanga pl. sphangi. A última rendeu o "clássico" sindarin fang, mas o plural sphangi se tornou feng, a vogal original a levada em direção à qualidade da desinência de plural -i antes que a desinência fosse perdida - e assim na forma posterior de plural feng temos o e como um tipo de acordo entre (a vogal original) a e (a desinência perdida) i. (Pode ser que houvesse um estágio intermediário que tivesse ei, assim ?feing.) "reis". As consoantes permanecem as mesmas, mas as vogais mudam. Existem alguns substantivos em inglês que formam seu plurais se maneira similar: não sobreviveu no sindarin, mas existem traços evidentes de sua presença anterior, e estes "traços" se tornaram o indicador de pluralidade no élfico-cinzento. Quando a forma plural de, digamos, PADRÕES DE PLURAL DO SINDARINQuando "afetadas" ou "mutadas", as várias vogais e ditongos passam por diferentes mudanças. O ambiente preciso e a história fonológica devem às vezes ser levados em conta para determinar como a palavra apareceria no plural. Listaremos as vogais por suas formas "normais" ou não afetadas.tâl "pé", pl. tail (singular em LR: 390 s.v. TAL; o plural tail é atestado na forma lenizada -dail na palavra composta tad-dail "bípedes" em WJ: 388)NOTA: no "noldorin" do Etimologias, a em uma sílaba final freqüentemente surge como ei. Assim, temos adar "pai" pl. edeir (entrada ATA), Balan "Vala" pl. Belein (BAL), habad "costa" pl. hebeid (SKYAP), nawag "anão" pl. neweig (NAUK), talaf "solo, chão, assoalho" pl. teleif (TAL). A mesma coisa em monossílabos: dân "elfo nandorin", pl. dein (NDAN), mâl "pólen" pl. meil (SMAL), pân "tábua" pl. pein (PAN), tâl "pé" pl. teil (TAL). Mas como demonstrado acima,a forma plural de tâl se tornou tail no sindarin tardio de Tolkien (forma lenizada -dail em tad-dail em WJ: 388). De modo parecido, o plural sindarin de adar é visto ser, não edeir como no Etimologias, mas edair (como em Edenedair "Pais dos Homens", MR: 373 - esta é uma fonte pós-SdA). O Apêndice do Silmarillion, entrada val-, também confirma que em sindarin a forma plural de Balan "Vala" é Belain, e não Belein como no Etimologias. Parece que em todos os exemplos recém listados, devemos ler ai em sindarin para o ei "noldorin" nas formas plurais. Em pelo menos um caso, evidências do Etimologias concordam com os padrões observados em sindarin tardio: o exemplo já citado aran "rei" pl. erain (e não *erein) na entrada 3AR. (Para erain como o plural sindarin, compare com o nome Fornost Erain "Cidadela do Norte dos Reis" ocorrendo em SdA3/VI cap. 7.) Interessantemente, Christopher Tolkien observa que no Etimologias, o grupo de entradas ao qual 3AR pertence foi "riscado e substituído de forma mais legível" (LR: 360). Talvez isto tenha ocorrido após seu pai ter revisado os padrões de plural que de outra forma persistiam no Etim. PM: 31, reproduzindo um rascunho de um Apêndice do SdA, mostra Tolkien mudando o plural de Dúnadan de Dúnedein para Dúnedain. Parece que os plurais mais antigos do "noldorin" em ei não são conceitualmente obsoletos; eles podem ser vistos como sindarin arcaico: em certo ambientes, a mudança ei > ai ocorreu também dentro da história imaginada, de modo que Dúnedain realmente poderia ter sido Dúnedein em um estágio primitivo. Parece que Tolkien decidiu que ei na última sílaba de uma palavra (isto também vale para monossílabas) se tornou ai, mas fora isso permaneceu ei. Assim, temos teithant para "desenhou" (ou *"escreveu") na inscrição do Portão de Moria, e este teith- é relacionado ao segundo elemento -deith da palavra andeith "sinal longo" (um símbolo usado para indicar vogais longas na escrita, LR: 391 s.v. TEK). Ainda assim a palavra andeith do Etimologias aparece como andaith no Apêndice E do SdA, visto que ei aqui estava em uma sílaba final. Teithant não poderia se tornar **taithant porque ei aqui não está em uma última sílaba. Outras palavras confirmam este padrão. Como indicado acima, o plural normal de aran é erain, mas erein- é visto no nome Ereinion "Descendente de Reis" (um nome de Gil-galad, PM: 347/CI: 542). Evidentemente a forma plural era erein em sindarin arcaico, posteriormente se tornando erain porque ei mudou para ai em sílabas finais, mas em uma palavra composta como Ereinion, o ditongo ei não estava em uma sílaba final e permaneceu inalterado. Em palavras de uma determinada forma, o a na última (ou única) sílaba se e ao invés de ai. Nas formas de plural, o a a princípio pode ter se tornado ei como de costume, mas então o elemento final do ditongo foi evidentemente perdido (antes que o ei se transformasse em ai) deixando apenas o e que simplesmente permaneceu inalterado posteriormente. MR: 373 indica que a forma plural de narn "conto" é nern, e não **nairnneirn, embora a última possa ter ocorrido em um estágio mais primitivo. Parece que também temos e ao invés de ei/ai antes de ng; o Etimologias fornece o exemplo Anfang pl. Enfeng (e não **Enfaing) para "Barbas-longas", um dos clãs dos anões (LR: 387 s.v. SPÁNAG). WJ: 10, reproduzindo uma fonte pós- SdA, confirma que o plural Enfeng ainda era válido no sindarin tardio de Tolkien. Seguindo o exemplo de fang "barba" pl. feng, pereceria que os plurais de palavras como lang "espada, cutelo" (para o "noldorin" lhang, LR: 367), tang "corda de arco" ou thangleng, teng e theng. ou ** "necessidade" deveriam ser NOTA: No Etimologias, existem exemplos adicionais de plurais "noldorin" onde o a em uma sílaba final se torna e ao invés de ai ou ei. Temos adab "construção, edificação" pl. edeb (TAK), adar "pai" pl. eder além de edeir (ATA), Balan "Vala" pl. Belen além de Belein (BAL), falas "praia, costa" pl. feles (PHAL/PHALAS), nawag "anão" pl. neweg além de neweig (NAUK), rhofal "asa (grande)" pl. rhofel (RAM) e salab "erva" pl. seleb (SALÂK-WÊ). Entretanto, no caso dessas palavras parece haver pouca razão para se acreditar que os plurais -e ainda seriam válidos no sindarin tardio de Tolkien. Pelo menos dois destes plurais "noldorin" - eder e Belen - entram em conflito com os plurais sindarin atestados edair e Belain. Parece, então, que podemos nos sentir livres para também substituir edeb, feles, neweg, rhofel, seleb pelas palavras em sindarin edaib, felais, newaig, rovail, selaib, apesar das últimas formas não serem diretamente atestadas (note que a palavra "noldorin" rhofal "asa", pl. rhofel, deve se tornar roval pl. rovail se introduzirmos a fonologia e grafia do sindarin). - Outro caso "noldorin" de um plural a > e é rhanc "braço" pl. rhenc (RAK). O singular deve se tornar ranc se o atualizarmos para o estilo de sindarin do SdA, mas o plural deve ser renc ou rainc? O exemplo em sindarin cant "forma" pl. caint (ver acima) parece indicar que a antes de um encontro constituído de n + uma oclusiva muda se torna ai no plural; assim "braços" provavelmente deve ser rainc em sindarin. Em pelo menos uma palavra, o ei mais primitivo permanece inalterado e não se transforma em ai mesmo se ocorrer em uma sílaba final. De acordo com CI: 299, a forma plural de alph "cisne" é eilph; parece que eil. (Anteriormente, no "noldorin" do Etimologias, a palavra para "cisne" era escrita alf, e seu plural era dado como elf: LR: 348 s.v. ÁLAK; para a forma no plural, cf. hobas in Elf *"Porto dos Cisnes" em LR: 364 s.v. KHOP) De acordo com o exemplo eilph, o plural sindarin de lalf "olmo" provavelmente deveria ser leilf, embora o plural "noldorin" listado no Etimologias fosse lelf (LR: 348 s.v. ÁLAM). é inalterado antes de um encontro consonantal começando em Em uma sílaba que não seja final, a se torna e em formas de plural, como é visto em alguns dos exemplos já citados: aran "rei", pl. erain; amonemyn; lavan "animal", pl. levain. Isto não vale apenas para a vogal em uma penúltima sílaba como nestes exemplos; também pode ser aplicado a uma palavra mais longa, o a em qualquer sílaba que não seja final se transformando em e. Isto acontece mesmo quando a ocorre várias vezes: de acordo com WJ: 387, a palavra Aphadon "Seguidor" se torna Ephedyn no plural. LR: 391 s.v. TÁWAR indica que o adjetivo tawaren "de madeira" possui a forma de plural tewerin. Em MR: 373 temos Edenedairpara "Pais dos Homens", o plural da palavra composta Adanadar "Pai- homem" (adan "homem" + adar "pai"). Aqui vemos o aai, mas em todas as três sílabas que não são finais, a se torna e. É claro, o plural de adan seria edain (bem atestado) se a palavra ocorresse sozinha, uma vez que o segundo aAdanadar ele não está, e por isso vemos Eden- no plural. edhel "elfo", pl. edhil (WJ: 364, 377; cf. "noldorin" eledh pl. elidh em LR: 356 s.v. ELED)Isto também se aplica a monossílabas, onde a sílaba final também é a única sílaba: certh "runa", pl. cirth (WJ: 396)No caso de um ê longo, também encontramos î longo no plural: hên "criança", pl. hîn (WJ: 403)LR: 363 s.v. KEM lista a palavra cef "solo", pl. ceif; ambas as formas são um tanto estranhos. Se regularizarmos isto do "noldorin" para o sindarin, provavelmente seria melhor lido cêf (com uma vogal longa), pl. cîf. Se há outro i imediatamente antes do e na última sílaba, este grupo iei no plural: simplesmente se torna miniel "minya" (elfo do Primeiro Clã), pl. Mínil (WJ: 383 - talvez o i na primeira sílaba seja alongado para í para de alguma forma compensar pelo fato de que a palavra é reduzida de três para suas sílabas no plural? Porém, isto não acontece em casos comparáveis no "noldorin" do Etimologias - ex: mirion "silmaril" pl. miruin, e não ?Míruin, em LR: 373 s.v. MIR)Em sílabas que não são finais, o e é inalterado no plural, como pode ser visto a partir dos exemplos eledh pl. elidh e ereg pl. erig citados acima. "elfo do Terceiro Clã" pl. "espiões" é sem dúvida deriva a partir do radical orch "orc, goblin" pl. yrch (LR: 379 s.v. ÓROK)No caso amon, o Etimologias também lista emuin como uma forma plural possível; devemos evidentemente supor que esta é uma forma mais antiga, com o ditongo ui se tornando y em um estágio mais tardio. (Também podemos concluir que, quando LR: 152 menciona "peringiul" como o pl. de peringol "meio-gnomo", esta certamente é uma leitura errada para peringuil - Christopher Tolkien descreve a passagem em questão como "escrita apressadamente", tendendo a ser mal interpretada. A forma tardia, não atestada, seria peringyl.) Se há um i antes do o na última sílaba, o que seria "iy" no plural é simplificado para y: assim temos thelyn como o pl. de thali- on "herói" (LR: 388 s.v. STÁLAG). Miruin como o pl. de mirion "silmaril" (LR: 373 s.v. MIR) deve ser vista como uma forma arcaica. Podemos supor que thelyntheluin e que miruin posteriormente se tornou miryn; os plurais-y são preferidos no estilo de sindarin do SdA. foi em um estágio mais primitivo NOTA: todos os exemplos acima são tirados do Etimologias, mas os plurais yrch, emyn e ennyn também são atestadas no SdA. Para um exemplo perfeitamente sindarin, cf. ithron "mago" pl. ithryn (CI: 428, reproduzindo uma fonte pós-SdA). Contudo, no "noldorin" do Etimologias, existem também exemplos de o em uma sílaba final se comportando de um modo muito diferente; em outras palavras, se tornando öi (no Etim escrito "oei") no plural. Este öi por sua vez se tornou ei quando todos os ö's se transformaram em e's. Assim, na entrada ÑGOL o pl. de golodh "noldo" é listado tanto como gölöidh ("goeloeidh") quanto geleidh - evidentemente pretendido como uma forma mais antiga e uma posterior. Em outros casos apenas a última forma em ei é listada: gwador "irmão de juramento" pl. gwedeir (TOR), orod "montanha" pl. ereid (ÓROT), thoron "águia" pl. therein (THOR/THORON). Entretanto, parece haver pouca razão para se supor que estas formas seriam válidas no estilo de sindarin do SdA: em dois destes casos, ereid e gölöidh/geleidh, os plurais correspondentes em sindarin são atestados, apresentando y ao invés de ei: a saber, eryd "montanhas" e gelydh "noldor" (cf. Eryd Engrin "Montanhas de Ferro" em WJ: 6 e Annon-in-Gelydh "Portão dos Noldor" no glossário do Silmarillion, entrada Golodhrim - em WJ: 364 o pl. de golodh é dado como "goelydh" = gölydh, mas esta é meramente uma forma arcaica de gelydh). Levando em consideração estes exem- plos, podemos nos sentir livres para atualizar os plurais "noldorin" gwedeir "irmãos" e therein "águias" para sindarin gwedyr, theryn (thöryn arcaico). No Etimologias também há dois exemplos de o na última sílaba de palavras se tornando e ao invés de y no plural: doron "carvalho" pl. deren (DÓRON) e orod "montanha" pl. ered além de ereid (ÓROT). O plural ered ainda é válido em sindarin tardio, competindo com eryd (veja as muitas variantes listadas no glossário do The War of the Jewels; ex: Eryd Engrin além de Ered Engrin, WJ: 440). Parece que ered não é geralmente usada como uma palavra independente para "montanhas" - que provavelmente deveria ser apenas eryd - mas ered pode ser usada quando a palavra é o primeiro elemento em um nome de várias partes; assim, Ered Engrin é uma alternativa válida para Eryd Engrin. Em Letters: 224, Tolkien dá enyd como o pl. de onod "ent", mas nota também que ened pode ser uma forma usada em Gondor. Talvez, então, os gondorianos tendessem a usar ered ao invés de eryd como o pl. de orod, mas não há dúvida de que eryd é a forma sindarin regular. Deren como o pl. de doron "carvalho" pode ser vista no mesmo contexto; apesar do plural sindarin regular deryn não ser atestado, ele talvez seja preferido. Em uma sílaba que não seja final, a vogal o geralmente se torna e no plural: alchoron "elfo ilkorin", pl. Elcheryn (LR: 367 s.v. LA). Tal e era ögolodh "noldo", pl. gelydh para o mais primitivo gölydh; ver referências na nota acima). Outro exemplo é nogoth "anão"; em WJ: 388 o plural é dado como nögyth ("noegyth"), mas em WJ: 338 temos Athrad-i-Negyth para "Vau dos Anões". Não há discrepância real; nögyth é simplesmente a forma arcaica que posteriormente se tornou negyth. No estilo de sindarin do SdA, preferiríamos ps plurais negyth e gelydh; cf. também Tolkien mencionando enyd como o plural de onodönyd.) em sindarin arcaico (ex: "ent" em Letters: 224. (O plural arcaico, não mencionado em lugar algum, seria Existem, entretanto, algumas palavras onde o ou ó em uma sílaba que não seja final não se torna (ö >) e nas formas de plural. Isto se dá quando o representa A mais primitivo; o desenvolvimento é aproximadamente â > au > o. Um exemplo é Rodon "Vala" pl. Rodyn ao invés de **Rödyn > **Redin (MR: 200 possui Dor-Rodyn para a palavra em quenya Valinor = "Terra dos Valar"; parece que Rodyn é uma alternativa para Belain como a palavra em sindarin para "Valar"; ainda foi sugerido que Rodyn subtituiu Belain na concepção de Tolkien). A primeira sílaba de Rodyn evidentemente possui a mesma origem da sílaba do meio -rat- em Aratar, o termo em quenya para alguns dos Valar supremos. Um o representando A mais primitivo não está sujeito à afeição-i. Compare ódhel "elfo que partiu da Terra-média" pl. ódhil em WJ: 364, este ó longo representando aw mais primitivo (a forma primitiva de ódhelaw(a)delo, literalmente "que vai longe"). A forma tardia gó-dhel (influenciada por golodh "noldo") possuía do mesmo modo a forma plural gódhil: apesar da influência de golodh pl. gelydh, nenhuma forma **gédhil surgiu. Estes exemplos vêm do sindarin pós-SdA, mas a mesma coisa já é encontrada no "noldorin" do Etimologias. O exemplo rhofal "asa grande" pl. rhofel na entrada RAM (LR: 382), onde a forma sing. primitiva é dada como râmalê, confirma que o a partir de â (via au) não está sujeito à afeição-i. Como mencionado acima, a palavra "noldorin" rhofal pl. rhofelroval pl. rovail se atualizarmos as formas para o estilo de grafia e fonologia do SdA - roval é na verdade atestada no SdA como parte do nome da águia Landroval - mas este oe no plural (**revail sendo impossível por causa da história fonológica). "Torre Escura") aparece como
NOTA: O plural da palavra cû "arco" provavelmente seria cui, aparentemente de acordo com o padrão esboçado acima. Mas, na verdade, cui representaria o plural mais antigo ku3i (ou kuhi), uma vez que o radical é KU3 (LR: 365). O som primitivo que Tolkien reconstruiu de várias maneiras como h ou 3 (a última = g fricativo) desapareceu no sindarin clássico, de modo que o uhi mais antigo se tornaria ui. "queixar" em LR: 373, apesar de uma palavra "noldorin" muito diferente para "gaivota" seja dada lá - muito diferente porque as formas listadas aqui, quenya gwaun "ganso", pl. guin (LR: 397 s.v. WA-N)Contudo, parece que esta é uma característica do "noldorin" que não sobreviveu no sindarin tardio de Tolkien: em CI: 464 temos nibin-noegnaug (cf. naugrim como um nome da raça anã, encontrado no Silmarillion). Desso modo, em sindarin, au se transforma em oe no plural. Nas formas plurais das palavras "noldorin" listadas acima, deveríamos aparentemente ler oe ao invés de ui se o atualizarmos posteriormente para o sindarin. (a palavra "noldorin" rhaw pl. rhui se tornaria em sindarin raw pl. roe, mas thaun "pinheiro" Tolkien aparentmente mudou para thôn em sindarin; cf. Barbárvore cantando sobre Dorthonion e Orod-na-Thôn em SdA2/III cap. 4; o glossário do Silmarillion explica que Dorthonion significa "Terra dos Pinheiros". No Etimologias, thôn havia sido uma palavra "ilkorin". O pl. de thôn como uma palavra sindarin é presumidamente thýn.) como um nome dos anões-pequenos, e o último elemento é obviamente uma forma plural de NOTA: O ditongo au, quando ocorre em uma sílaba sem ênfase no segundo elemento de uma palavra composta, é freqüentemente reduzida para o, mas aparentemente ele ainda se torna oe no plural. Assim, a forma plural de uma palavra como balrog "demônio de força" (onde a parte -rog representa raug "demônio") presumidamente é belroeg - a menos que a analogia prevalessesse para produzir ?belryg.
NOTA: em uma expressão como Ithryn Luin "Magos Azuis" (CI: 428) o adjetivo luin "azul" deve estar no plural para concordar com "magos". Pode-se pensar que luin é a forma plural de lûn, que é o que conseguiríamos se fossemos fazer uma atualização para o sindarin da palavra "noldorin" para "azul", que é lhûn (LR: 370 s.v. LUG²). Como indicado acima, o û longo em uma sílaba final se torna ui no plural, então tudo parece de encaixar: luin poderia ser a forma plural de lûn. O que acaba com esta teoria sedutoramente promissora é o nome da montanha Mindolluin, "Proeminente Cabeça-azul" (traduzida no glossário do Silmarillion). Aqui, não há razão para o adjetivo "azul" estar no plural, de modo que luin também tem que ser a forma bácia/singular. Há também Luindirien "Torres Azuis" em WJ: 193; no início de uma palavra composta, seria esperado que a palavra para "azul" aparecesse em sua forma mais ou menos básica, não flexionada para o plural. Também deve ser observado que a mesma entrada no Etimologias que dá a palavra "noldorin" lhûn (> sindarin ?lûn) como a palavra para "azul", também dá lúne como a palavra correspondente em quenya. No Namárië no SdA, porém, o adjetivo "azul" é luini (esta é uma forma no plural, da expressão "abóbodas azuis"; o singular é provavelmente luinë). Então, enquanto no Etimologias as palavras para "azul" foram derivadas de uma forma primitiva lugni (radical LUG², LR: 370) produzindo a palavra em quenya lúne e a em "noldorin" lhûn, Tolkien deve ter decidido posteriormente que a forma primitiva era algo como *luini produzindo a palavra em quenya luinë e a em sindarin luin. O ponto principal é que luin "azul" parece abranger tanto o singular como o plural, indicando que o ditongo ui não passa por mudanças no plural. O fato de que o adjetivo annui "ocidental" está tanto no sg. como no pl. aponta na mesma direção. Plurais-ai especiais NOTA: Em "noldorin", lhain pl. lhîn apareceu como thlein pl. thlîn, a forma (sg.) primitiva sendo citada como slinyâ (LR: 386 s.v. SLIN). Uma revisão que separa o "noldorin" do sindarin é a de que, enquanto o sl- inicial primitivo se tornou thl- em noldorin, ele se torna lh- em sindarin. Modificamos a palavra de acordo com a fonologia revisada de Tolkien. Thlein pode ser mais diretamente adaptada como lhein, mas tal forma seria arcaica nos dias de Frodo, a forma atual sendo, ao invés disso, lhain. De maneira parecida, paich "caldo, xarope" na verdade aparece como peich no Etimologias (LR: 382 s.v. PIS); esta forma "noldorin" não é conceitualmente obsoleta, mas pode ser vista como sindarin arcaico. Este também é o caso de ceir "navio" (LR: 365 s.v. KIR); a forma cair no estilo de sindarin do SdA é atestada (cf. a nota de rodapé no Apêndice A do SdA explicando que Cair Andros significa "Navio da Espuma Longa"; ver também PM: 371). - A palavra cair fornece um exemplo de outra propriedade peculiar deste grupo de palavras: quando eles ocorrem como o primeiro elemento em palavras compostas, ai é reduzido para í-, como no nome Círdan "Armador". Contudo, ai permanece inalterado se tal palavra é o elemento final de uma palavra composta; assim gwain "novo" aparece como -wain no nome sindarin do mês de janeiro, Narwain (evidentemente significando "Sol Novo" ou "Fogo Novo"; compare com a palavra em quenya Narvinyë). Em três palavras, onde ai representa ei do ainda mais antigo öi (escrito "oei" por Tolkien), as formas de plural provavelmente deveriam mostrar a vogal y, ý, embora careçamos de confirmação explícita nos papéis de Tolkien publicados. Esta teoria é baseada no fato de que a primeira parte do ditongo arcaico öi representa o ou u no radical original, e o produto metafônico destas vogais é y, assim como em casos onde o som mais antigo da vogal ainda sobrevive em sindarin (como em orch "orc" pl. yrch). As palavras em questão são 1) fair adj. "direito" ou substantivo "mão direita" (pl. fýr, radical PHOR, cf. a palavra em quenya forya), 2) rainrýn, radical RUN, cf. a palavra em quenya runya) e 3) a palavra relacionada tellain "sola do pé" (pl. tellyn, uma vez que o elemento final -lain é na verdade assimilado de rain < runya, cf. a forma arcaica talrunya citada em LR: 390 s.v. TAL, TALAM). No "noldorin" do Etimologias, estas palavras aparecem como feir (a forma mais antiga "foeir" = föir também é mencionada), rein (röin mais antiga) e tellein (a forma mais antiga tellöin não mencionada mas claramente entendida). Note que, enquanto fair pode significar t |



