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	<title>Ardalambion &#187; Miscellaneous</title>
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	<description>Um site Valinor</description>
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		<title>Com o objetivo de explicar…</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Sep 2006 10:51:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Oliva Brum</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para os completos ignorantes: era uma vez um homem chamado John Ronald Reuel Tolkien, que viveu de 1892 a 1973. Em 1937 ele publicou um livro infantil, O Hobbit, que vendeu muito bem. A história começa em um passado remoto, &#8230; <a href="http://www.ardalambion.com.br/com-o-objetivo-de-explicar/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Para os completos  ignorantes: era uma vez um homem  chamado John Ronald Reuel Tolkien, que viveu de  1892 a 1973. Em 1937  ele publicou um livro infantil, O<em> Hobbit</em>, que vendeu  muito bem. A  história começa em um passado remoto, quando elfos, anões e outros   seres fabulosos ainda andavam sobre a terra. Tolkien começou a trabalhar  em uma  seqüência, mas a história explodiu e cresceu como um gigantesco  romance que bem  levou quinze anos para ser escrito.   Em 1954-55 Tolkien finalmente publicou <em>o </em>romance  definitivo de fantasia, a trilogia <em>O Senhor dos Anéis</em>. Após a   morte de Tolkien, seu filho Christopher editou e publicou uma mitologia   construída, <em>O Silmarillion</em>, a partir de manuscritos de seu pai.  Isto  forneceu o &#8220;cenário histórico&#8221; para os dois outros livros. Juntos,  estes livros  descrevem um mundo completamente imaginado, completo com  geografia, demografia,  história &#8211; e <em>idiomas</em>. Os idiomas são  absolutamente cruciais. Tolkien  vinha inventando idiomas desde cedo na  infância. E ele declarava repetidamente  que ele inventou seu mundo com a  única finalidade de possuir uma ambientação  onde seus &#8220;idiomas  élficos&#8221; pudessem existir, embora outras pessoas achassem  isto difícil  de se acreditar.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-154"></span></p>
<p style="text-align: justify">Por que estudar estes idiomas? Em meu ensaio <em>O  Vício não-tão-secreto de  Tolkien</em>, encontrado neste site, eu listo  várias razões possíveis: &#8220;o simples  fato de que nenhuma gramática  élfica escrita por Tolkien tenha sido publicada  faz disso um desafio  fascinante para &#8216;decifrar o código&#8217;. Ou pode ser puro  romantismo, uma  forma especial de imersão literária: ao estudar os idiomas  Eldarin,  você tenta se aproximar &#8211; na verdade, entrar nas mentes &#8211; dos elfos   imortais, belos e sábios, os Primogênitos de Eru Ilúvatar, mestres da  humanidade  em sua juventude. Ou, menos romanticamente, você quer  estudar as construções de  um lingüista talentoso e o processo criativo  de um gênio engajado em seu  trabalho de amor. E, muito simplesmente,  apreciar os idiomas élficos como se  aprecia música, como elaborar e (de  acordo com o gosto de muitos) realizar  experimentos gloriosamente bem  sucedidos em eufonia&#8221;. O tom e sabor completos do  mundo de Tolkien está  de algum modo capturado e contido em seus idiomas. E com  certeza: eles  não são &#8220;falsos&#8221;! Chamá-los de &#8220;construídos&#8221; em oposição a  &#8220;idiomas  naturais&#8221; não ajuda muito, pois <em>todos </em>idiomas são &#8220;construídos&#8221;.   Os idiomas que alguns chamam de &#8220;naturais&#8221; são simplesmente construídos  sobre  muitos séculos por pessoas que em sua maioria estavam pouco  cientes do que  estavam fazendo. Embora os idiomas de Tolkien tenham  sido criados por um homem  que definitivamente sabia o que estava  fazendo, eles também possuem uma história  de mudança e evolução &#8211; mesmo  em duas dimensões, tanto as (também numerosas)  revisões feitas por  Tolkien durante sua vida <em>como</em> o desenvolvimento  imaginário  dentro do mundo inventado. Na minha opinião, as construções   lingüísticas de Tolkien são melhor consideradas &#8220;idiomas simulados&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">Mas embora as pessoas venham estudando os idiomas de  Tolkien muito seriamente  há décadas, achei que havia relativamente  pouca informação sobre estes idiomas  na rede. O que havia mostrou-se na  maior parte amador, incompleto, impreciso e  ultrapassado, ou em um  caso &#8211; isto é, no trabalho de Anthony Appleyard &#8211; muito  concentrado e  técnico, excelente para aqueles que já estão aprofundados nestas   coisas, mas provavelmente difícil de se absorver por iniciantes. Esta  falta de  boa informação na rede foi ainda mais surpreendente,  considerando que a lista  Tolklang possui mais de setecentos assinantes,  mais do que a lista Tolkien  regular! Então me propus a criar um site  dedicado aos lingüistas tolkienianos.  Aqui é feita uma tentativa para  extrair a informação puramente lingüística das  obras publicadas e  apresentá-la em uma forma que é (ou espera-se) facilmente  acessível.  Quero ajudar especialmente escritores e lhes fornecer informações   atualizadas (e teorias plausíveis) a respeito de quenya e sindarin. Nos  mitos de  Tolkien, o quenya era &#8220;uma língua antiga de Eldamar além do  Mar, a primeira a  ser registrada na escrita&#8221;, enquanto que o sindarin  era o vernáculo vivo dos  elfos-cinzentos na Terra-média (Apêndice F do  SdA). Estes dois sempre foram os  idiomas mais importantes nos mitos, e  eles são os únicos idiomas que estão tão  completos que é possível <em>usá-los</em> (embora as lacunas no nosso conhecimento  às vezes torna tais esforços  comparáveis ao que Ernest Wright fez: escreveu um  livro inteiro &#8211; <em>Gadsby</em> &#8211; sem usar uma vez sequer a letra <em>e</em>).</p>
<p style="text-align: justify">Contudo, a informação encontrada aqui não fará muito  sentido se você não está  familiarizado com os mitos de Tolkien. Os  idiomas e o mundo de Tolkien estão  intimamente relacionados e  basicamente inseparáveis. Aqui eu extraio, analiso e  apresento  informação lingüística pura, mas estes ensaios destinam-se a   complementar e não substituir os próprios escritos de Tolkien &#8211;  incluindo todo o  material tornado disponível para nós pelo cuidadoso  trabalho editorial de  Christopher Tolkien durante tantos anos.  Realmente, fico feliz em dedicar este  site a ele. Posso apenas reiterar  que a informação nesta página fará muito pouco  sentido se ela for  retirada do contexto e do cenário aos quais pertence: o  incrivelmente  detalhado &#8220;mundo secundário&#8221; de Tolkien. Este é meramente um  suplemento  lingüístico para as obras de Tolkien, fornecendo informações   lingüísticas da mesma forma que o excelente <em>Complete Guide to  Middle-earth </em>de Robert Foster fornece informações históricas e  fatuais, mas quem deixaria  de lado <em>O Senhor dos Anéis </em>por este  guia? Veja abaixo a respeito de quais  livros os estudantes dos idiomas  de Tolkien devem ter.</p>
<h2 style="text-align: justify">Referências</h2>
<p style="text-align: justify">Também há o problema de fornecer  referências aos  livros principais: <em>O Senhor dos Anéis e</em> <em>O  Silmarillion</em>. (<em>O  Hobbit </em>possui muito pouco material lingüístico.)  Existem tantas  edições e traduções por aí que eu simplesmente não posso me  referir a  uma certa página. Infelizmente, as referências não podem ser mais   exatas do que o capítulo ou apêndice em questão.</p>
<p style="text-align: justify"><em>O Senhor dos Anéis</em>, daqui em diante <em>SdA</em>,  é tipicamente  publicado em três volumes. Tolkien não pensava nele como  uma &#8220;trilogia&#8221;, pois os  volumes 1-3 contam apenas uma história e não  podem ser lidos independentemente.  Apesar disso, os volumes possuem  títulos individuais: <em>A Sociedade do  Anel</em>, <em>As Duas Torres e</em> <em>O Retorno do Rei</em>. Iremos chamá-los  simplesmente SdA1, SdA2 e  SdA3. Cada um destes contém dois &#8220;livros&#8221;: I e II em  SdA1, III e IV em  SdA2 e V e VI em SdA3. Estes &#8220;livros&#8221;, ao contrário dos  volumes,  representam a divisão lógica da história. Cada um possui seus próprios   capítulos, 1, 2, 3 etc. Assim, uma referência como &#8220;SdA3/VI cap. 5&#8243;  significa  que você irá pegar <em>O Retorno do Rei</em>, encontrar o Livro  Seis que está  neste volume, procurar o capítulo 5 e começar a virar as  páginas freneticamente,  ou até você encontrar a referência, ou ter um  colapso nervoso. Os Apêndices do  SdA são simplesmente mencionados como  Apêndice A, B etc. No caso d&#8217;<em>O  Silmarillion</em>, eu simplesmente me  refiro ao capítulo em questão pelo seu  número (e ao <em>Ainulindalë</em>,  ao <em>Valaquenta</em> e ao <em>Akallabêth </em>pelo nome).</p>
<p style="text-align: justify">Felizmente, muitos dos outros livros existem em  apenas uma edição, de modo  que aqui posso fornecer referências exatas  às páginas. Estas são as abreviações  usadas:</p>
<p style="text-align: justify"><em><strong>RGEO</strong>: The Road Goes Ever On </em>(Segunda  Edição 1978, ISBN  0-04-784011-0)<br />
<em><strong>CI</strong>: Contos Inacabados</em> (2002, ISBN  85-336-1537-X, Martins Fontes)<br />
<em><strong>Letters</strong>: The  Letters of J. R. R.  Tolkien </em>(1981, ISBN 0-04-440664-9)<br />
<em><strong>MC</strong>:  The Monsters and the  Critics and Other Essays </em>(1983, ISBN  0-04-809019-0)</p>
<p style="text-align: justify">e os doze volumes da série <em>History of Middle-earth </em>(chamada <strong><em>HoMe </em></strong>como um todo, e sem edições em  português):<br />
<em><strong>LT1</strong>: The Book  of Lost Tales 1 </em>(1983, ISBN  0-04-823231-5)<br />
<em><strong>LT2</strong>: The Book of  Lost Tales 2 </em>(1984,  ISBN 0-04-823338-2)<br />
<strong><em>LB</em></strong>: <em>The Lays of  Beleriand </em>(1985,  ISBN 0-04-440018-7)<br />
<em><strong>SM</strong>: The Shaping of  Middle-earth </em>(1986,  ISBN 0-04-440150-7)<br />
<em><strong>LR</strong>: The Lost Road </em>(1987, ISBN  0-04-440398-4)<br />
<strong><em>RS</em></strong>: <em>The Return of the Shadow </em>(1988,  ISBN 0-04-440669-X)<br />
<strong><em>TI</em></strong>: <em>The Treason of Isengard </em>(1989,  ISBN 0-261-10220-6)<br />
<strong><em>WR</em></strong>: <em>The War of the Ring </em>(1990,  ISBN 0-261-10223-0)<br />
<em><strong>SD</strong>: Sauron Defeated </em>(1992, ISBN   0-261-10305-9)<br />
<em><strong>MR</strong>: Morgoth&#8217;s Ring </em>(1993, ISBN  0-261-10300-8)<br />
<em><strong>WJ</strong>: The War of the Jewels </em>(1994, ISBN  0-395-71041-3)<br />
<strong><em>PM</em></strong>: <em>The Peoples of Middle-earth </em>(1996,  ISBN  0-216-10337-7)</p>
<p style="text-align: justify">De um ponto de vista lingüístico, os livros mais  importantes na <em>HoMe </em>são <em>The Lost Road </em>e <em>The War of the  Jewels</em>. LR é  <em>absolutamente indispensável </em>se você quer  estudar os idiomas de Tolkien  seriamente, pois este livro reproduz o  vital <em>Etimologias</em>, nossa fonte  primária de vocabulário élfico. <em>The  War of the Jewels </em>contém o ensaio  <em>Quendi and Eldar</em>, que  trata dos nomes élficos de vários encarnados e  casualmente revela muita  informação sobre os idiomas em questão. Estes dois  livros deveriam &#8211;  na verdade, <em>devem</em> &#8211; estar na biblioteca de qualquer  estudante  sério de élfico.</p>
<p style="text-align: justify">Que outros livros você deve adquirir vai depender dos  seus interesses. Se  você quer estudar adûnaico (númenóreano), o livro a  ser conseguido é <em>Sauron  Defeated</em>. Aqui é encontrada uma  explicação extensa e detalhada, embora nunca  completada, deste idioma.  SD também inclui algumas poucas inscrições em Tengwar,  tanto em inglês  como em sindarin e em inglês antigo. O texto em sindarin mais  longo que  já foi publicado, <em>The King&#8217;s Letter</em>, também é encontrado em SD.   Se você está interessado em westron, <em>The Peoples of Middle-earth </em>fornece   muito mais formas &#8220;originais&#8221; dos nomes anglicizados por Tolkien do  que aqueles  mencionados nos apêndices do SdA. Se você quer estudar as  formas mais primitivas  dos idiomas que finalmente se tornaram quenya e  sindarin (isto é, &#8220;qenya&#8221; e  &#8220;gnômico&#8221;), você deve adquirir os dois  volumes do <em>The Book of Lost Tales</em>,  onde Christopher Tolkien cita  muitas palavras e formas a partir das primeiras  listas de palavras  élficas feitas por seu pai, datando de aproximadamente 1915.</p>
<p style="text-align: justify">Fora da HoMe, os livros mais interessantes são <em>The  Monsters and the  Critics and Other Essays</em>, <em>The Road Goes Ever  On</em> e <em>The Letters of  J. R. R. Tolkien</em>. MC contém o ensaio de  Tolkien <em>A Secret Vice</em>, com os  pensamentos e teorias de Tolkien  sobre a criação de idiomas, além de um poema em  &#8220;gnômico&#8221; e alguns em  &#8220;qenya&#8221; primitivo &#8211; um deles com a tradução em quenya  maduro, nos  fornecendo uma oportunidade única para comparar as duas versões   diretamente. <em>The Road Goes Ever On</em> contém caligrafia Tengwar dos  poemas  <em>Namárië </em>e <em>A Elbereth Gilthoniel</em> assim como  traduções entrelinhas  deles, seguidas de notas de Tolkien. Muita  informação valiosa sobre os idiomas  élficos também é encontrada  dispersa no <em>The Letters of J.R.R. Tolkien</em>;  ver por exemplo as  cartas # 211, 297 e 347.</p>
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		<title>Uma Segunda Opinião Sobre a Língua Negra</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Mar 2006 14:16:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Oliva Brum</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscellaneous]]></category>

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		<description><![CDATA[[Na metade de dezembro de 2001, Craig me enviou esta an&#225;lise da L&#237;ngua Negra. Apesar de eu n&#227;o concordar necessariamente com todas as vis&#245;es aqui apresentadas, achei que a an&#225;lise era certamente boa o suficiente para ser publicada, e perguntei &#8230; <a href="http://www.ardalambion.com.br/uma-segunda-opiniao-sobre-a-lingua-negra/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><em>[Na metade de dezembro de 2001, Craig me enviou esta an&aacute;lise da L&iacute;ngua Negra. Apesar de eu n&atilde;o concordar necessariamente com todas as vis&otilde;es aqui apresentadas, achei que a an&aacute;lise era certamente boa o suficiente para ser publicada, e perguntei a Craig se eu poderia coloc&aacute;-la no Ardalambion como uma 'segunda opini&atilde;o' sobre a L&iacute;ngua Negra. Ele gentilmente me autorizou a us&aacute;-la.]</em></div>
<p>Esta &eacute; minha pr&oacute;pria reconstru&ccedil;&atilde;o da L&iacute;ngua Negra, a partir do mesmo corpus  usado pelo artigo do Ardalambion, <a href="http://www.ardalambion.com.br/orquico.php">&Oacute;rquico e a L&iacute;ngua Negra</a>,  mas com uma conclus&atilde;o diferente. Apesar de eu estar ciente de que Tolkien odiava  a L&iacute;ngua Negra, tamb&eacute;m estou ciente de que este &eacute; o seu modo de retratar Sauron  como um personagem mais complexo &#8211; o pr&oacute;prio Tolkien era um &aacute;vido criador de  idiomas, e mesmo a L&iacute;ngua Negra, criada por Sauron como um idioma auxiliar para  seus oficiais, &eacute; o &uacute;nico idioma constru&iacute;do conhecido, em toda a Terra-m&eacute;dia.<br />
<h2 align="justify">CORPUS</h2>
<p>Aqui est&aacute; o corpus de todas as cita&ccedil;&otilde;es da L&iacute;ngua Negra:  <br /><strong>Ash nazg durbatul&ucirc;k, ash nazg gimbatul,</strong> <br /><strong>ash nazg thrakatul&ucirc;k  agh burzum-ishi krimpatul</strong> <br /><em>Um anel para a todos governar, um anel para  encontr&aacute;-los,</em> <br /><em>um anel para a todos trazer, e na escurid&atilde;o  aprision&aacute;-los</em> <br />&nbsp;
<p align="justify"><strong>Ugl&uacute;k u bagronk sha pushdug Saruman-glob b&uacute;bhosh skai!</strong> Esta cita&ccedil;&atilde;o  possui duas tradu&ccedil;&otilde;es diferentes. Por raz&otilde;es que ser&atilde;o discutidas abaixo, usarei  esta: <em>Ugl&uacute;k para o po&ccedil;o de esterco com a imund&iacute;cie fedorenta de Saruman,  tripas de por- co, gah!</em>  </p>
<h2 align="justify">L&Eacute;XICO</h2>
<p>A partir disto, eu forne&ccedil;o o seguinte l&eacute;xico de palavras na  L&iacute;ngua Negra, atestadas ou impl&iacute;citas por formas atestadas. As formas n&atilde;o  atestadas s&atilde;o indicadas por asteriscos. O Ardalambion indica especificamente as  palavras da &quot;L&iacute;ngua Negra dege- nerada&quot; falada pelos orcs em Lugb&ucirc;rz. Eu n&atilde;o o  fa&ccedil;o, pelo fato de que eu acho que seja mais prov&aacute;vel que eles falem com uma  gram&aacute;tica pobre do que n&atilde;o estarem sequer razoavelmente pr&oacute;ximos do modelo de  Sauron. Todas aquelas palavras no vocabul&aacute;rio do Ardalambion que n&atilde;o aparecem em  nenhuma das cita&ccedil;&otilde;es s&atilde;o inclu&iacute;das aqui com seus significados; j&aacute; faz muito  tempo que li os livros para que eu possa afirmar que a lista &eacute; completa.
<p align="justify"><strong>agh</strong> &#8211; <em>e</em> <br />*<strong>at</strong> &#8211; desin&ecirc;ncia que indica forma de verbo  &#8216;de inten&ccedil;&atilde;o&#8217;. Aqui eu discordo do Ardalambion, por n&atilde;o achar razo&aacute;vel dizer que  um idioma que deveria que ser simples (para os orcs n&atilde;o-fil&oacute;logos) usasse um  sufixo infinitivo. &Eacute; muito mais prov&aacute;vel que um idioma auxiliar usasse o radical  nu como o infinitivo. <br /><strong>ash</strong> &#8211; <em>um</em> <br />*<strong>bag</strong> &#8211;  <em>esterco</em> <br /><strong>bagronk</strong> &#8211; <em>po&ccedil;o de esterco</em> (provavelmente  <strong>bag</strong>-<strong>ronk</strong>) <br />*<strong>b&ucirc;b</strong> &#8211; <em>porco</em> <br /><strong>b&ucirc;bhosh</strong> &#8211;  <em>tripas de porco</em> (provavelmente <strong>b&ucirc;b</strong>-<strong>hosh</strong>) <br /><strong>burz</strong> &#8211;  <em>escuro</em> (No nome de localidade Lugb&ucirc;rz &eacute; colocado um m&aacute;cron, mas n&atilde;o na  inscri&ccedil;&atilde;o do Anel. Tratarei a vers&atilde;o da inscri&ccedil;&atilde;o como correta, uma vez que isto  produzir&aacute; os tengwar corretos para <strong>&#8216;burzum</strong>-<strong>ishi&#8217;</strong> no TengScribe.)  <br /><strong>burzum</strong>-<strong>ishi</strong> &#8211; <em>na escurid&atilde;o</em> (provavelmente  <strong>burz</strong>-<strong>umishi</strong>) <br />*<strong>durb</strong> &#8211; <em>governar</em> <br />*<strong>dug</strong> &#8211;  desin&ecirc;ncia que indica forma de partic&iacute;pio do verbo <br />*<strong>gimb</strong> &#8211;  <em>encontrar</em> <br /><strong>glob</strong> &#8211; <em>imund&iacute;cie</em> <br /><strong>g&ucirc;l</strong> &#8211; <em>esp&iacute;rito  maligno</em> a servi&ccedil;o de Sauron <br />*<strong>hai</strong> &#8211; <em>ra&ccedil;a</em> <br />*<strong>hosh</strong> &#8211;  <em>tripas</em> <br />*<strong>ishi</strong> &#8211; <em>em</em> (posposi&ccedil;&atilde;o) <br />*<strong>krimp</strong> &#8211;  <em>aprisionar</em> <br />*<strong>k&ucirc;</strong> &#8211; <em>homem</em> <br /><strong>lug</strong> &#8211; <em>torre</em>  <br />*<strong>olog</strong> &#8211; <em>troll</em> <br /><strong>olog</strong>-<strong>hai</strong> &#8211; <em>trolls</em>  <br /><strong>nazg</strong> &#8211; <em>anel</em> <br /><strong>nazg&ucirc;l</strong> &#8211; <em>Espectro do Anel</em>  <br />*<strong>push</strong> &#8211; <em>fedor</em> <br /><strong>pushdug</strong> &#8211; <em>fedorento</em>  (provavelmente <strong>push</strong>-<strong>dug</strong>) <br />*<strong>ronk</strong> &#8211; <em>po&ccedil;o</em>  <br /><strong>sha</strong> &#8211; <em>e</em> (liga substantivos ao inv&eacute;s de frases, para as quais  <strong>agh</strong> &eacute; usada); <em>com</em> <br />*<strong>shar</strong> &#8211; <em>velho</em>  <br /><strong>shark&ucirc;</strong> &#8211; <em>homem velho</em> (provavelmente <strong>shar</strong>-<strong>k&ucirc;</strong>)  <br /><strong>skai</strong> &#8211; [um interjei&ccedil;&atilde;o] (A tradu&ccedil;&atilde;o &quot;fossa&quot; mant&eacute;m &quot;skai&quot; como a  forma em portugu&ecirc;s; a tradu&ccedil;&atilde;o &quot;po&ccedil;o de esterco&quot; usa &quot;gah!&quot;. A diferen&ccedil;a  provavelmente &eacute; de que &quot;gah!&quot; ser&aacute; compreendida pelos falantes de portugu&ecirc;s, ao  contr&aacute;rio de &quot;skai&quot;.) O Ardalambion prefere chamar isto de uma express&atilde;o de  desprezo, mas eu digo que as opini&otilde;es que ele est&aacute; expressando como tais est&atilde;o  mais pr&oacute;ximas de &quot;n&aacute;usea&quot;. <br /><strong>snaga</strong> &#8211; <em>escravo</em> <br />*<strong>thrak</strong> &#8211;  <em>trazer</em> <br /><strong>u</strong> &#8211; <em>para </em>(preposi&ccedil;&atilde;o, mas provavelmente usada  como tal de forma err&ocirc;nea e provavelmente &eacute; uma posposi&ccedil;&atilde;o na forma padr&atilde;o da  l&iacute;ngua.) <br />*<strong>&ucirc;k</strong> &#8211; <em>todo(s)</em> <br />*<strong>ul</strong> &#8211; <em>-los</em> (Apesar do  resto da L&iacute;ngua Negra que &eacute; conhecido n&atilde;o diferenciar n&uacute;mero, de modo que este  provavelmente &eacute; um pronome gen&eacute;rico de terceira pessoa.) <br />*<strong>um</strong> &#8211; um  sufixo similar ao -<em>&atilde;o</em> portugu&ecirc;s. <br />*<strong>uruk</strong> &#8211; <em>orc</em>  <br /><strong>uruk</strong>-<strong>hai</strong> &#8211; <em>orcs</em>  </p>
<h2 align="justify">AN&Aacute;LISE DO CORPUS</h2>
<p>Notas sobre a prov&aacute;vel gram&aacute;tica da L&iacute;ngua Negra,  aproximadamente na ordem em que eu trabalhei sobre v&aacute;rios aspectos:
<p align="justify">No nome <strong>Lugb&ucirc;rz</strong> &quot;torre escura&quot;, o adjetivo sucede o substantivo.  Contudo, na praga orc, o adjetivo precede o substantivo &#8211; possivelmente um  exemplo da forma &quot;degenerada&quot; da L&iacute;ngua Negra. Por&eacute;m, h&aacute; uma chance razo&aacute;vel de  que um nome de localidade estivesse em um estilo diferente, mais po&eacute;tico. A  forma &quot;adjetivo e depois substantivo&quot; &eacute; sustentada por palavras compostas como  <strong>nazg&ucirc;l</strong> (<strong>nazg</strong>-<strong>g&ucirc;l</strong>, <em>anel-espectro = Espectro do Anel</em>).  Assim, podemos concluir que o adjetivo antes do substantivo &eacute; a norma. Discordo  nesta conclus&atilde;o da do Ardalambion, que ignora o caso de <strong>nazg&ucirc;l</strong>.  </p>
<p align="justify">Posposi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o usadas na inscri&ccedil;&atilde;o do Anel, como em  <strong>burzum</strong>-<strong>ishi</strong> &quot;na (em + a) escurid&atilde;o&quot;. Por&eacute;m, o orc usa <strong>u</strong>  como uma preposi&ccedil;&atilde;o. Esta provavelmente &eacute; a forma degenerada cultivada em sua  cabe&ccedil;a feia, assim como *<strong>ishi</strong>-<strong>burzum</strong> se encaixaria igualmente bem  na poesia. Isto nos leva &agrave; conclus&atilde;o de que, se ele estivesse falando a L&iacute;ngua  Negra padr&atilde;o, o orc come&ccedil;aria com *<strong>&quot;Ugl&ucirc;k</strong> <strong>bagronk u&quot;</strong> ao inv&eacute;s de  <strong>&quot;Ugl&ucirc;kubagronk&quot;</strong>.  </p>
<p align="justify">N&atilde;o h&aacute; a presen&ccedil;a de quaisquer artigos. Isto significa que a L&iacute;ngua Negra,  como o russo, n&atilde;o tem necessidade de indicar os substantivos pela sua defini&ccedil;&atilde;o,  nem indic&aacute;-los pelo n&uacute;mero em muitos casos (o que n&atilde;o deixa de ser razo&aacute;vel).  </p>
<p align="justify">A palavra <strong>&quot;nazg&ucirc;l&quot;</strong> parece ser usada tanto como singular e plural;  assim, vemos que, no &uacute;nico caso no qual vislumbramos ambos, n&atilde;o h&aacute; indicador de  plural. Vou supor que esta seja a norma na L&iacute;ngua Negra, assim como tamb&eacute;m n&atilde;o  h&aacute; artigos para indicar n&uacute;mero. Dessa forma, <strong>ul</strong> n&atilde;o significa realmente  &quot;-los&quot; mas, ao inv&eacute;s disso, &eacute; um pronome gen&eacute;rico de terceira pessoa. Contudo,  ele &eacute; traduzido como &quot;-los&quot; na inscri&ccedil;&atilde;o do Anel, onde sua primeira apari&ccedil;&atilde;o &eacute;  sinalizada com <strong>&ucirc;k</strong>, que o qualifica especificamente como plural.  </p>
<p align="justify"><strong>&quot;Shark&ucirc;&quot;</strong> e <strong>&quot;ishi&quot;</strong> apresentam problemas. Todas as outras  palavras, com exce&ccedil;&atilde;o dos nomes de ra&ccedil;as, s&atilde;o monossil&aacute;bicas, a menos que  estejam em compostos. Todas elas se dividem organizadamente na forma CVC.  <strong>&quot;Shark&ucirc;&quot;</strong> se divide em *<strong>shar</strong>-<strong>k&ucirc;</strong> ou em  *<strong>shark</strong>-<strong>k&ucirc;</strong>. Concluo, portanto, que <strong>k&ucirc;</strong> significa &quot;homem&quot;, e  <strong>shar</strong> significa &quot;velho&quot;. Entretanto, nos &eacute; deixado exatamente uma palavra,  que &eacute; diss&iacute;laba e n&atilde;o &eacute; composta. <strong>&quot;Ishi&quot;</strong> deve se dividir em  *<strong>ish</strong>-<strong>i</strong> mas, infelizmente, o conceito de algo estando em outra  coisa n&atilde;o se desfaz. Assim, somos for&ccedil;ados a nos perguntar se nossa an&aacute;lise de  <strong>&quot;ishi&quot;</strong> est&aacute; correta (mas nenhuma outra se apresenta, de modo que devemos  assumir que ela esteja correta pela falta de uma alternativa).  </p>
<h2 align="justify">PO&Ccedil;O DE ESTERCO VS. FOSSA</h2>
<p>Existem duas tradu&ccedil;&otilde;es da praga orc. Irei me  referir a elas pela primeira palavra satisfat&oacute;ria, que &eacute; a tradu&ccedil;&atilde;o da palavra  com- posta <strong>&quot;bagronk&quot;</strong>. O artigo do Ardalambion sobre a L&iacute;ngua Negra usa a  vers&atilde;o da &quot;fossa&quot;; usarei, ao inv&eacute;s disso, a do &quot;po&ccedil;o de esterco&quot;.
<p align="justify">&quot;Fossa&quot; oferece uma tradu&ccedil;&atilde;o mais antiga, mas na verdade n&atilde;o h&aacute; uma boa raz&atilde;o  para escolh&ecirc;-la. Uma vez que eu aprecio o trabalho ling&uuml;&iacute;stico investigativo de  decodifica&ccedil;&atilde;o da L&iacute;ngua Negra, &quot;po&ccedil;o de esterco&quot; oferece as seguintes vantagens:   </p>
<p align="justify">Ningu&eacute;m antes decifrou a L&iacute;ngua Negra com o uso da vers&atilde;o &quot;po&ccedil;o de esterco&quot;.  </p>
<p align="justify">&quot;Po&ccedil;o de esterco&quot; oferece um padr&atilde;o regular de adjetivos antecedendo  substantivos (bag + ronk). Contudo, h&aacute; uma confirma- &ccedil;&atilde;o independente nos usos  de <strong>ash</strong> <strong>nazg</strong> &quot;um anel&quot; ao inv&eacute;s de *<strong>nazg</strong> <strong>ash</strong>, e  <strong>nazg&ucirc;l</strong> sobre *<strong>g&ucirc;lnazg</strong>, ambas conhecidas como L&iacute;ngua Negra padr&atilde;o  no estilo de Sauron.  </p>
<p align="justify">Tanto <strong>&quot;pushdug&quot;</strong> como <strong>&quot;b&ucirc;bhosh&quot;</strong> s&atilde;o palavras compostas que se  mant&eacute;m por si mesmas. Portanto, os diferentes significa- dos das outras se  tornar&atilde;o &uacute;teis. Na &quot;fossa&quot;, <strong>b&ucirc;bhosh</strong> provavelmente significa &quot;grande&quot;,  enquanto que na &quot;po&ccedil;o de esterco&quot; a palavra <strong>pushdug</strong> significa  &quot;fedorento&quot;. &quot;Po&ccedil;o de esterco&quot; oferece, assim, uma gram&aacute;tica mais completa (nos  dizendo como formar partic&iacute;pios), enquanto que a &quot;fossa&quot; nos oferece uma palavra  diss&iacute;laba adicional que n&atilde;o pode ser uma palavra compos- <br />ta.  </p>
<p align="justify">Por estas raz&otilde;es, escolhi discordar da reconstru&ccedil;&atilde;o do Ardalambion ao usar a  tradu&ccedil;&atilde;o &quot;po&ccedil;o de esterco&quot;.  </p>
<h2 align="justify">GRAM&Aacute;TICA</h2>
<p>Para concluir a an&aacute;lise acima, ofere&ccedil;o a seguinte gram&aacute;tica  rudimentar e incompleta:
<p align="justify">Radicais verbais nus provavelmente s&atilde;o usados para formar o infinitivo.  Existem dois sufixos verbais conhecidos. Adicionando -<strong>at</strong> a um verbo,  fornece a inten&ccedil;&atilde;o (<strong>ash</strong> <strong>nazg</strong> <strong>durbatul&ucirc;k</strong> significa assim  <em>um anel cujo prop&oacute;sito &eacute; a todos governar</em>). Esta possivelmente poderia  simplesmente ser uma forma subjuntiva, tamb&eacute;m com outros usos. Para formar  partic&iacute;pios presentes, -<strong>dug</strong> &eacute; adicionado. Usarei este tamb&eacute;m como um  tempo progressivo, j&aacute; que n&atilde;o h&aacute; nada para sugerir que haja qualquer forma de  &quot;ser/estar&quot; na L&iacute;ngua Negra (por que &eacute; &quot;imund&iacute;cie de Saruman, tripas de porco&quot;  ao inv&eacute;s de algo que significaria &quot;Saruman imundo, ele &eacute; tripas de porco&quot;? A  vers&atilde;o &quot;fossa&quot; possui o mesmo problema, mas com &quot;push-dug&quot;.)  </p>
<p align="justify">O pronome <strong>ul</strong> &eacute; um pronome gen&eacute;rico de terceira pessoa. Substantivos e  pronomes n&atilde;o possuem n&uacute;mero, de modo que, para indicar &quot;todos&quot;, o sufixo  -<strong>&ucirc;k</strong> &eacute; usado. Outros sufixos com prop&oacute;sito parecido n&atilde;o s&atilde;o dados.  </p>
<p align="justify">A L&iacute;ngua Negra usa a ordem subjeito-verbo-objeto, como o portugu&ecirc;s. Esta  interpreta&ccedil;&atilde;o, com <strong>durbatul&ucirc;k</strong> sendo <strong>durbatul</strong>-<strong>&ucirc;k</strong> (onde  <strong>ul</strong>-<strong>&ucirc;k</strong> &eacute; o objeto de <strong>durb</strong>) &eacute; muito mais prov&aacute;vel do que a  id&eacute;ia de que objeto seria uma parte do verbo, embora ele seja escrito como se  fosse este o caso.  </p>
<p align="justify">Express&otilde;es posposicionais v&ecirc;m antes do verbo (<strong>&quot;burzumishithrakatul&quot;</strong>, e  n&atilde;o <strong>&quot;thrakat</strong> <strong>ul</strong> <strong>burzumishi&quot;</strong>) no &uacute;nico caso atestado em que  elas ocorrem juntas. Esta pode ser uma caracter&iacute;stica da gram&aacute;tica da L&iacute;ngua  Negra, ou pode ter sido feita para que a inscri&ccedil;&atilde;o rimasse. Tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel  deixar isto para o estilo pessoal. Prefiro trat&aacute;-la como uma caracter&iacute;stica da  gram&aacute;tica, j&aacute; que n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncia do contr&aacute;rio e nenhuma raz&atilde;o para supor que  ela teria que seguir as normas do ingl&ecirc;s (e do portugu&ecirc;s). Ao se produzir  gram&aacute;ticas de idiomas desconhecidos deve-se, &eacute; claro, ter cuidado com a poesia.  </p>
<p align="justify">Express&otilde;es posposicionais s&atilde;o formadas ao se colocar a posposi&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s seu  objeto (em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s preposi&ccedil;&otilde;es do portu- gu&ecirc;s). Entretanto, na fala  coloquial &oacute;rquica, a posposi&ccedil;&atilde;o muda para antes de seu objeto.  </p>
<p align="justify">N&atilde;o h&aacute; artigo. Os substantivos n&atilde;o t&ecirc;m, assim, n&uacute;meros indicados  inerentemente.  </p>
<h2 align="justify">FONOLOGIA</h2>
<p>Passemos agora para o sistema sonoro do idioma.
<p align="justify">A L&iacute;ngua Negra possui uma estrutura sil&aacute;bica CVC.  </p>
<p align="justify">Vamos supor por um momento que <strong>gh</strong> &eacute; um &uacute;nico som, ao inv&eacute;s de um  <strong>g</strong> seguido por um <strong>h</strong> (que seria, enfim, impronunci&aacute;vel).  </p>
<p align="justify">As seguintes consoantes s&atilde;o atestadas: <strong>sh</strong>, <strong>d</strong>, <strong>r</strong>,  <strong>b</strong>, <strong>th</strong>, <strong>k</strong>, <strong>m</strong>, <strong>p</strong>, <strong>t</strong>, <strong>l</strong>, <strong>k</strong>,  <strong>gh</strong>, <strong>z</strong>, <strong>g</strong>, <strong>n</strong>, <strong>h</strong> e <strong>s</strong>.  </p>
<p align="justify">Sabemos que o <strong>l</strong> e o <strong>r</strong> s&atilde;o pronunciados na parte posterior da  boca (similar ao ingl&ecirc;s, mas sem exce&ccedil;&atilde;o) &#8211; este &eacute; um som que os elfos  consideram extremamente desagrad&aacute;vel.  </p>
<p align="justify">Alguns encontros consonantais ocorrem; estes s&atilde;o <strong>thr</strong>, <strong>kr</strong>, <strong>gl  </strong>e <strong>sk</strong> inicialmente, e <strong>zg</strong>, <strong>mb</strong>, <strong>mp</strong>, <strong>rz </strong>e  <strong>nk</strong> no final. Encontros con- sonantais medianos geralmente resultam de uma  composi&ccedil;&atilde;o ou afixa&ccedil;&atilde;o. Quando isto resultar em uma consoante dupla (note que  isto inclui coisas como *<strong>ghgh</strong>) o som se funde.  </p>
<p align="justify">Provavelmente &eacute; razo&aacute;vel supor que exista os sons *<strong>dh</strong> e *<strong>zh</strong>  sonoros e um *<strong>kh</strong> surdo, visto que este &eacute; um idioma auxiliar e, portanto,  provavelmente possui uma fonologia completamente regular. *<strong>Dhl</strong> (um som  dif&iacute;cil de se pronunciar usando um <strong>l</strong> frontal ou &quot;claro&quot;, mas n&atilde;o com o  <strong>l</strong> mais anterior &#8211; que pode ser a origem desta pron&uacute;ncia do <strong>l</strong> e  <strong>r</strong> na L&iacute;ngua Negra) e <strong>zg</strong> s&atilde;o, portanto, provavelmente permitidos  inicialmente, enquanto que *<strong>ls</strong> (e possivelmente *<strong>rs</strong> e *<strong>lz</strong>)  e *<strong>ng</strong> s&atilde;o permitidos no final *<strong>sk</strong>. Sendo assim, note que  *<strong>ng</strong> seria como na palavra portuguesa &quot;pingo&quot;, onde se pronuncia  /<strong>ng</strong>/ ao inv&eacute;s de /<strong>n</strong>/.  </p>
<p align="justify">Existem cinco vogais: <strong>a</strong>, <strong>i</strong>, <strong>o</strong>, <strong>u </strong>e <strong>&ucirc;</strong>. A  vogal <strong>o</strong> &eacute; rara mas n&atilde;o desconhecida; <strong>e</strong> &eacute; ausente. &Eacute; razo&aacute;vel supor  que os orcs, alguns deles tendo sido uma vez elfos, considerariam a L&iacute;ngua Negra  mais f&aacute;cil de se aprender se as vogais <strong>a</strong>, <strong>i </strong>e <strong>o</strong> fossem como  no quenya. Por&eacute;m, para melhor distinguir as letras <strong>&ucirc;</strong> e <strong>u</strong>, eu  estaria disposto a supor que o <strong>u</strong> &eacute; curto em pelo menos uma parte razo&aacute;vel  do tempo, enquanto o <strong>&ucirc;</strong> &eacute; sempre longo.  </p>
<p align="justify">A outra hip&oacute;tese razo&aacute;vel &eacute; de que o <strong>u</strong> representa a vogal [u] padr&atilde;o,  e o <strong>&ucirc;</strong> &eacute; uma vogal anterior arredondada (como o <strong>&uuml; </strong>ale-&nbsp; m&atilde;o),  que mais provavelmente faria <strong>shark&ucirc;</strong> ser corrompida para &quot;Sharkey&quot;  (Charcote), j&aacute; que a vogal mais pr&oacute;xima em qual- quer outro idioma da  Terra-m&eacute;dia &eacute; <strong>i</strong>. <em>[Nota do editor: o idioma sindarin da Terra-m&eacute;dia na  verdade possui uma vogal&nbsp; similar ao <strong>&uuml;</strong>, geralmente escrita <strong>y</strong>;  ex: em <strong>yrch</strong> &quot;orcs&quot;. Mas &quot;Sharkey&quot; deve ser uma forma do westron  apresentada na grafia anglicizada, e o westron aparentemente n&atilde;o possui esta  vogal.]</em>  </p>
<p align="justify">N&atilde;o &eacute; insensato supor que, na fala r&aacute;pida, as vogais se fundem como fazem as  consoantes. Assim, eu usaria *<strong>shar</strong>-<strong>k&ucirc;k</strong> para &quot;todos os homens  velhos&quot; ao inv&eacute;s de <strong>shar</strong>-<strong>k&ucirc;</strong>-<strong>&ucirc;k</strong>.  </p>
<p align="justify">Regras para tonicidade n&atilde;o s&atilde;o dadas, assim como n&atilde;o h&aacute; cita&ccedil;&otilde;es suficientes  na L&iacute;ngua Negra nos livros para permitir tal coisa. Portanto, este aspecto &eacute; um  mist&eacute;rio para n&oacute;s, mas uma vez que este &eacute; um idioma auxiliar, podemos supor que,  quais- quer que sejam as regras, elas s&atilde;o bem regulares.  </p>
<p align="justify">Vamos verificar novamente que esta &eacute; uma fonologia razo&aacute;vel ao calcular o  n&uacute;mero de monoss&iacute;labos permitidos (para termos certeza de que n&atilde;o h&aacute; encontros  permitidos dos quais n&atilde;o temos conhecimento, e talvez resolver o mist&eacute;rio de  <strong>&quot;ishi&quot;</strong>).  </p>
<p align="justify">Existem 20 consoantes que podem ser iniciais ou finais. Al&eacute;m disso, h&aacute; 6  encontros iniciais e 10 encontros finais. Isto nos d&aacute; 27 iniciais poss&iacute;veis  (palavras podem come&ccedil;ar com vogais) e 31 finais poss&iacute;veis (elas tamb&eacute;m podem  terminar em vogais). H&aacute; cinco vogais, mais dois ditongos (<strong>ai</strong> e  <strong>au</strong>), para um total de sete. Uma vez que cada raiz possui um de cada, isto  nos d&aacute; 27 x 6 x 31 palavras poss&iacute;veis, que resulta em 4.522 palavras ra&iacute;zes  monoss&iacute;labas poss&iacute;veis, significando que as s&iacute;labas acima contam apenas para  metade de um por cento das possibilidades. Isto &eacute;, de forma significativa, mais  do que suficiente, tornando <strong>ishi</strong> um mist&eacute;rio maior ainda.  </p>
<h2 align="justify">CORPUS REVISADO</h2>
<p>Enquanto que as palavras est&atilde;o dispostas um tanto juntas  na tradu&ccedil;&atilde;o de Tolkien do tengwar da inscri&ccedil;&atilde;o do Anel, proponho a seguinte  forma, mais dividida:
<p align="justify"><strong>Ash nazg durb-at ul-&ucirc;k, ash nazg gimb-at ul, ash nazg thrak-at ul-&ucirc;k, agh  burz-um ishi krimp-at ul.</strong>  </p>
<p align="justify">Os h&iacute;fens foram usados aqui para separar limites morf&ecirc;micos dentro das  palavras; os verbos foram separados de seus objetos (isto &eacute;, <strong>durbatul&ucirc;k</strong>  -&gt; <strong>durb</strong>-<strong>at</strong> <strong>ul</strong>-<strong>&ucirc;k</strong>). Meus exemplos abaixo usar&atilde;o  este esquema de hifeniza&ccedil;&atilde;o, para transformar em anexos padr&otilde;es da escrita  quaisquer pronomes no objeto para o verbo, remover todos os h&iacute;fens, e usar um  h&iacute;fen para separar posposi&ccedil;&otilde;es das palavras que elas imediatamente sucedem.  Contudo, ao usar o coloquialismo &oacute;rquico de us&aacute;-las como prepo- si&ccedil;&otilde;es, irei  separ&aacute;-las da pr&oacute;xima palavra com um espa&ccedil;o.  </p>
<p align="justify">Aqui a praga &oacute;rquica, dividida de forma parecida em suas ra&iacute;zes constituintes  e com sua gram&aacute;tica corrigida para o padr&atilde;o de Sauron e repontuada para seguir  as conven&ccedil;&otilde;es portuguesas:  </p>
<p align="justify">*<strong>Ugl&ucirc;k bag-ronk u sha push-dug Saruman glob, bub-hosh. Skai!</strong>  </p>
<h2 align="justify">EXEMPLOS DE FRASES</h2>
<p>Para testar se esta gram&aacute;tica &eacute; razo&aacute;vel, reuni  algumas frases de exemplo usando apenas o vocabul&aacute;rio acima. Infelizmente,  enquanto &eacute; f&aacute;cil expressar os sentimentos de algu&eacute;m com este vocabul&aacute;rio, &eacute;  dif&iacute;cil n&atilde;o falar sobre coisas vis. H&aacute; evidentemen- te muito mais palavras que  n&atilde;o aparecem n&#8217;<em>O Senhor dos An&eacute;is</em>.
<p align="justify"><strong>Uruk glob ishi krimp shar-k&ucirc;k.</strong> <br /><em>O orc aprisiona todos os homens  velhos na imund&iacute;cie</em>.  </p>
<p align="justify"><strong>Nazg&ucirc;l ronk ishi thrak olog-hosh sha uruk-bag.</strong> <br /><em>O Espectro do  Anel encontra tripas de troll e esterco de orc no po&ccedil;o</em>.  </p>
<p align="justify"><strong>Shar-g&ucirc;l thrak-dug nazg.</strong> <br /><em>O velho espectro est&aacute; trazendo o  anel</em>.  </p>
<p align="justify"><a href="http://www.ardalambion.com.br/index.php">&Iacute;ndice Ardalambion</a>  </p>
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		<title>Satanista (?) Usa a Lí­ngua Negra</title>
		<link>http://www.ardalambion.com.br/satanista-usa-a-li%c2%adngua-negra/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Mar 2006 14:14:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Oliva Brum</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscellaneous]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns anos atr&#225;s, v&#225;rias igrejas norueguesas antigas de grande import&#226;ncia cultural foram incendiadas. O homem finalmente levado a julgamento por inc&#234;ndio premeditado era Varg Vikernes (1973-), freq&#252;entemente mencionado como um satanista, mas descrito mais exatamente como um m&#250;sico de black &#8230; <a href="http://www.ardalambion.com.br/satanista-usa-a-li%c2%adngua-negra/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#000000">Alguns anos atr&aacute;s, v&aacute;rias igrejas norueguesas antigas de grande import&acirc;ncia cultural foram incendiadas. O homem finalmente levado a julgamento por inc&ecirc;ndio premeditado era <em>Varg Vikernes</em> (1973-), freq&uuml;entemente mencionado como um satanista, mas descrito mais exatamente como um m&uacute;sico de black metal profundamente anti-semita e anti-crist&atilde;o que afirma acreditar nos antigos deuses n&oacute;rdicos como Odin e Thor.</font>
<div align="justify"><font color="#000000">Apesar de geralmente se admitir que ele era completamente culpado, n&atilde;o houve  provas suficientes para conden&aacute;-lo. Apenas alguns dias depois ele foi novamente  preso, desta vez por um dos assassi- natos mais brutais j&aacute; cometidos na Noruega.  O tribunal n&atilde;o engoliu sua hist&oacute;ria de que ele teve que esfaquear o pobre rapaz  muitas vezes em <em>leg&iacute;tima defesa</em>, e ele foi condenado a vinte e um anos de  pris&atilde;o. Ele riu enquanto a senten&ccedil;a estava sendo lida. Seu motivo para cometer o  assassinato ainda n&atilde;o est&aacute; claro; alguns acham que ele simplesmente adorava ver  o pr&oacute;prio rosto nos jornais.</font>  </div>
<p align="justify"><font color="#000000">O que &eacute; interessante para n&oacute;s &eacute; que ele se apresentou  como <em>Conde Grishn&aacute;ckh</em> (sic) no tribunal, raz&atilde;o pela qual ele geralmente &eacute;  conhecido como <em>Greven</em> (O Conde) na Noruega. Sua banda de black metal de  um homem s&oacute; era chamada&nbsp; <em><a href="http://www.burzum.com/">Burzum</a></em>, esta sendo a palavra na L&iacute;ngua  Negra para &quot;escurid&atilde;o&quot;, tirada da inscri&ccedil;&atilde;o do Anel: <em>&#8230;agh burzum-ishi  krimpatul</em>, &quot;e na escurid&atilde;o aprision&aacute;-los&quot;.</font>  </p>
<p align="justify"><font color="#000000">O tratado completo da filosofia do pr&oacute;prio Conde,  <em>Vargsm&aring;l</em>, foi publicado na net (encontrado <a href="http://www.norconnect.no/%7Enorwayson/varg/index.php">aqui</a>, se voc&ecirc; l&ecirc;  em noruegu&ecirc;s &#8211; mas algumas pessoas querem esta explos&atilde;o fascista removida da net  <em>[adicionado: e agora parece que eles finalmente conseguiram!]).</em> Seu livro  mostra que, embora ele seja um fan&aacute;tico pelos padr&otilde;es normais, ele n&atilde;o &eacute;  est&uacute;pido. Como <em>Mein Kampf</em>, <em>Vargsm&aring;l</em> &eacute; infelizmente bem escrito. A  filosofia do Conde &eacute; extrema, baseada em ideais muito distantes daqueles que s&atilde;o  atualmente endossados em nossa sociedade, mas seus pensamentos formam um todo  coerente. Basicamente, ele &eacute; um neo-nazista relembrando uma &quot;&eacute;poca de ouro&quot; na  Era Viking, esperando restaur&aacute;-la no futuro. Vikernes ama todas as coisas  &quot;n&oacute;rdicas&quot; e se orgulha de chamar a si mesmo de racista. Os arianos s&atilde;o a &uacute;nica  ra&ccedil;a capaz de organizar culturas superiores, ele afirma. Vikernes conhece um  pouco de noruegu&ecirc;s antigo e quer restabelecer as runas como o alfabeto  escandinavo (se os russos e os &aacute;rabes possuem suas pr&oacute;prias escritas, ele  argumenta, por que n&atilde;o podemos ter a nossa?) A respeito dos nomes Grishn&aacute;kh e  Burzum, ele escreve (minha tradu&ccedil;&atilde;o): &quot;Grishn&aacute;ckh &eacute; um nome tirado de um livro,  O Senhor dos An&eacute;is&#8230; Grish- n&aacute;kh (meu nome possui um C adicionado para deix&aacute;-lo  um pouco diferente do nome original) era um dos guerreiros de Sau- ron. Sauron  pode ser interpretado como Odin, o Um Anel como Draupne (o anel de Odin), trolls  como berserks, orcs/ uruk- hai como Einherjers, wargs como Ulfhednes, Barad-Dur  (&#039;a torre negra&#039;, a torre e trono de Sauron) como Hlidskjolf&#8230;&#039;a Torre-Port&atilde;o&#039;,  o trono de Odin&#8230; e muito mais.&quot; Fico pensando se Vikernes ficou terrivelmente  desapontado quando Sauron foi realmente <em>derrotado</em>? Ou talvez ele tenha  pulado os cap&iacute;tulos finais?</font>  </p>
<p align="justify"><font color="#000000">Ele continua: &quot;O nome <strong>Burzum</strong>, que eu uso como o  nome da m&uacute;sica que publiquei&#8230; &eacute; o plural de Burz, significando noite ou  escurid&atilde;o. Aqui no sentido de &#039;escurid&atilde;o e noite para os judaico-crist&atilde;os, e luz  e dia para os verdadeiros germ&acirc;nicos!&#039; No idioma noruegu&ecirc;s, a desin&ecirc;ncia  <em>-um</em> &eacute; uma desin&ecirc;ncia que identifica plurais indefinidos em todos os  g&ecirc;neros. Por esta simples raz&atilde;o usei nomes deste livro. Este foi um modo de  &#039;camuflar&#039; o paganismo, ao usar nomes que tinha de ser interpretados antes que  sua liga&ccedil;&atilde;o com o paganismo fosse revelada. Isto foi feito para deixar tudo o  mais oculto e esot&eacute;rico quanto poss&iacute;vel. Apenas os mais instru&iacute;dos  compreenderiam sobre o que isto tratava&quot;.</font>  </p>
<p align="justify"><font color="#000000">Realmente n&atilde;o consigo ver o que o noruegu&ecirc;s antigo tem a  ver com isto, pois <em>burzum</em> &eacute; 100 % L&iacute;ngua Negra, significando &quot;Escurid&atilde;o&quot;.  Talvez eu n&atilde;o esteja entre &quot;os mais instru&iacute;dos&quot;. Vikernes evidentemente enxerga  <em>Burzum</em> como um tipo de trocadilho bil&iacute;ng&uuml;e, algo como uma palavra pr&oacute;prio  de Tolkien, <em>Orthanc</em> = tanto &quot;Monte Presa&quot; em sindarin como &quot;Mente Astuta&quot;  em ingl&ecirc;s antigo.</font>  </p>
<p align="justify"><font color="#000000">As composi&ccedil;&otilde;es de Vikernes &agrave;s vezes possuem t&iacute;tulos como  <em>Um Anel para Governar</em> e <em>O Orc Gritante</em>. Uma resenha dos frutos do  &quot;Projeto Burzum&quot; (como ele o chamou) pode ser encontrada <a href="http://www.anus.com/metal/burzum.html">aqui</a>. Mas Tolkien reviu e  descreveu toda a &quot;poesia&quot; do black metal antes que se ouvisse falar dele: &quot;Em  geral, pode-se ainda ouvir o mesmo tipo de fala [como a dos orcs] entre os que  t&ecirc;m mentes de orcs; enfadonha e repetitiva, cheia de &oacute;dio e desprezo, h&aacute;  demasiado tempo afastada do bem para manter at&eacute; mesmo o vigor verbal, exceto aos  ouvidos daqueles para quem somente o s&oacute;rdido soa vigoroso&quot;. (SdA, Ap&ecirc;ndice  F)</font>  </p>
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